Pecuária em alta impulsiona MS e amplia participação no abate nacional


Redação 18/03/2026

O desempenho recorde da pecuária brasileira em 2025 teve impacto direto em Mato Grosso do Sul, que ampliou sua participação no abate de bovinos e reforçou a importância do setor na economia estadual.

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Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil abateu 42,94 milhões de cabeças de gado no ano passado, um crescimento de 8,2% em relação a 2024 — o maior volume já registrado na série histórica.

Dentro desse cenário, Mato Grosso do Sul se destacou com aumento de 175,09 mil cabeças abatidas, consolidando-se como um dos principais polos da pecuária nacional.

Crescimento acompanha tendência nacional

O avanço observado no Estado segue o ritmo do país, onde 25 das 27 unidades da federação registraram alta no abate. Ainda assim, MS figura entre os estados com crescimento relevante, ao lado de potências como Mato Grosso, Goiás e São Paulo.

O resultado é impulsionado por fatores como mercado aquecido, exportações em alta e demanda interna consistente por carne bovina.

Mudança no perfil do rebanho

Um dos destaques de 2025 foi o aumento da participação de fêmeas no abate, que chegou a 46,8% do total, superando os machos em alguns períodos.

O movimento indica uma estratégia dos produtores diante de preços atrativos e menor retenção de matrizes. Também houve crescimento no abate de animais mais jovens, como novilhas, refletindo maior eficiência produtiva e renovação do rebanho.

Impacto em toda a cadeia

O bom desempenho não ficou restrito à bovinocultura. Outros segmentos da cadeia agropecuária também registraram resultados expressivos:

•Produção de couro em alta, acompanhando o ritmo dos frigoríficos

•Captação de leite atingindo 27,51 bilhões de litros, recorde histórico

•Crescimento nos setores de suínos e frangos

O cenário reforça o peso do agronegócio em estados como Mato Grosso do Sul, com impacto direto na geração de empregos e renda.

Desafios e perspectivas

Apesar dos números positivos, o aumento da oferta também pressiona o mercado, especialmente no setor leiteiro, onde os preços ao produtor sofreram queda ao longo do ano.

Para 2026, o desafio será equilibrar produção, exportações e consumo interno, mantendo a rentabilidade e a competitividade em um mercado cada vez mais dinâmico.

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