INSS prorroga prazo de 90 dias para contestar descontos indevidos até junho

Redação 26/03/2026
O Instituto Nacional do Seguro Social prorrogou por mais 90 dias o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.
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Com a nova decisão, o limite, que se encerraria em 20 de março, foi estendido até o dia 20 de junho. A medida está prevista na Portaria Conjunta nº 12, publicada no Diário Oficial da União.
A prorrogação atende a um pedido da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes envolvendo cobranças ilegais nos benefícios. A comissão foi instalada em agosto de 2025 e encerra suas atividades nesta semana, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Como contestar
Os segurados podem solicitar o ressarcimento de valores descontados indevidamente entre março de 2020 e março de 2025 pelos canais oficiais:
• Aplicativo ou site Meu INSS
• Central telefônica 135
• Agências dos Correios
O atendimento telefônico funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília).
Próximos passos
Após a contestação, a entidade responsável pelo desconto terá até 15 dias úteis para se manifestar. Caso não haja resposta ou seja comprovada irregularidade, o beneficiário poderá aderir ao acordo para receber os valores.
Depois da adesão, o dinheiro é depositado em até três dias úteis diretamente na conta do benefício. Para indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, o ressarcimento ocorre automaticamente.
Fraudes investigadas
As irregularidades foram identificadas na Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, que apura desvios em acordos firmados com entidades associativas.
Atenção a golpes
O INSS alerta:
• Não envia links ou mensagens pedindo dados pessoais
• Não cobra taxas para ressarcimento
• Não é necessário contratar intermediários
Segundo o instituto, toda comunicação oficial ocorre apenas pelos canais oficiais.
Números
Mais de 6,4 milhões de segurados já contestaram descontos indevidos, e cerca de R$ 3 bilhões já foram devolvidos em todo o país.



