Proteína em excesso pode atrapalhar saúde e até o emagrecimento, alerta especialista

Redação 31/03/2026
O aumento no consumo de proteínas virou tendência entre quem busca emagrecimento, ganho de massa muscular ou melhor desempenho físico. No entanto, o exagero — muitas vezes impulsionado por modismos — pode trazer efeitos contrários ao esperado.
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De acordo com a nutricionista Luanna Caramalac Munaro, o problema não está no nutriente, mas na quantidade consumida além do necessário. Em geral, o excesso ocorre quando a ingestão ultrapassa cerca de 2,2 a 2,5 gramas por quilo de peso corporal por dia, sem orientação profissional.
O organismo tem limite para aproveitar a proteína. Quando há ingestão acima da necessidade, o excedente é transformado em energia ou gordura e gera resíduos que precisam ser eliminados pelo fígado e pelos rins, aumentando a sobrecarga nesses órgãos.
Os sinais desse consumo exagerado nem sempre são claros. Entre os mais comuns estão desconfortos digestivos, como estufamento, gases e constipação, além de mau hálito, cansaço e alterações em exames laboratoriais, como o aumento da ureia. A baixa ingestão de fibras, comum em dietas hiperproteicas, também pode prejudicar o funcionamento do intestino.
A curto prazo, podem surgir sintomas como desidratação e alterações intestinais. Já em longo prazo, o excesso pode contribuir para problemas renais, alterações no fígado e desequilíbrios nutricionais. O intestino também pode ser afetado, favorecendo quadros de disbiose.
Outro fator de atenção é o uso indiscriminado de suplementos, como o whey protein. Apesar de úteis em situações específicas, o consumo sem orientação pode levar ao chamado “excesso silencioso”, quando a ingestão total de proteína ultrapassa o necessário sem que a pessoa perceba.
Especialistas reforçam que o equilíbrio é essencial e que a quantidade ideal deve ser individualizada, levando em conta fatores como peso, rotina e objetivos, sempre com acompanhamento profissional.



