Dólar volta a R$ 5 com pressão externa e cautela do Fed


Redação 29/04/2026

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (29), voltando ao patamar de R$ 5 em meio a um cenário de tensão internacional e sinalizações mais duras da política monetária dos Estados Unidos. A moeda norte-americana subiu 0,39% e encerrou cotada a R$ 5,001, acompanhando o movimento global de valorização diante da aversão ao risco.

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O dólar subiu e voltou ao nível de R$ 5 após decisões e sinais do banco central dos EUA indicarem juros altos por mais tempo. A Bolsa brasileira caiu mais de 2%, enquanto o petróleo avançou com tensões no Oriente Médio.

O principal fator foi a decisão do Federal Reserve, que manteve a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, como esperado. No entanto, o placar de 8 a 4 — algo incomum desde 1992 — evidenciou divisão interna e aumentou a incerteza sobre os próximos passos da autoridade monetária.

Parte dos dirigentes defendeu uma postura mais rígida no combate à inflação, sem indicar cortes de juros no curto prazo. Esse tom mais conservador tende a fortalecer o dólar, já que juros elevados por mais tempo tornam os ativos americanos mais atrativos para investidores.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, subiu 0,3%, chegando a 98,96 pontos.

A reunião também marcou a despedida de Jerome Powell da presidência do Fed. Ele afirmou que continuará como dirigente, mencionando “eventos recentes” e pressões políticas envolvendo o governo de Donald Trump.

No Brasil, o reflexo foi imediato: a Bolsa de Valores caiu 2,05%, fechando aos 184.750 pontos.

Outro fator de pressão foi o petróleo, com o barril voltando a se aproximar dos US$ 119, impulsionado pela guerra envolvendo o Irã e pelo bloqueio do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.

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