Veterinária é presa em Campo Grande por fabricar “shampoo bomba” em pet shop


Redação 04/05/2026

Uma médica-veterinária foi presa nesta segunda-feira (4) em Campo Grande após ser flagrada produzindo e vendendo um suposto “shampoo bomba” voltado ao crescimento capilar em um pet shop no Bairro Universitário. O local, que deveria funcionar apenas para atendimento e comércio de produtos animais, era utilizado como laboratório improvisado para manipulação de substâncias destinadas ao uso humano.

✅Siga no Instagram @portaldenoticiasms

A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), após denúncia encaminhada ao Conselho Regional de Medicina Veterinária de Mato Grosso do Sul. Durante a fiscalização, foram apreendidos 65 frascos de produtos adulterados já prontos para venda.

Segundo o delegado responsável pelo caso, os itens eram originalmente de uso veterinário, mas estavam sendo comercializados como cosméticos para pessoas, sem qualquer autorização sanitária ou controle técnico adequado. Além do tônico capilar, a investigada também anunciava pomadas destinadas a cavalos como solução para dores musculares.

As investigações apontam que o estabelecimento operava de forma irregular, sem licença para manipular produtos com finalidade humana. Um funcionário foi flagrado participando da produção, mas não foi preso.

A polícia também avalia se a profissional tinha conhecimento da ilegalidade, considerando sua formação na área veterinária. Especialistas destacam que produtos destinados a animais não passam pelos mesmos testes exigidos para uso humano, o que pode representar riscos à saúde.

Até o momento, não há confirmação de vítimas, mas a possibilidade não é descartada. A suspeita permaneceu em silêncio durante o depoimento e deve passar por audiência de custódia. Ela foi autuada com base no Código de Defesa do Consumidor, cuja pena pode chegar a cinco anos de detenção.

A defesa afirma que a veterinária atuava apenas como divulgadora e revendedora dos produtos, alegando ausência de intenção de causar danos e desconhecimento sobre possíveis riscos. O caso segue sob investigação.

Compartilhe