Lula e Trump se reúnem na Casa Branca para discutir comércio, segurança e minerais estratégicos


Redação 07/05/2026

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump participaram nesta quinta-feira (7) de uma reunião oficial na Casa Branca para tratar de temas ligados ao combate ao crime organizado, comércio internacional e exploração de minerais críticos.

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O encontro reservado entre os dois líderes durou cerca de uma hora no Salão Oval. Após a conversa, Lula e Trump seguiram para um almoço de trabalho acompanhado das delegações brasileira e norte-americana. A expectativa é de que ambos ainda façam uma declaração conjunta à imprensa.

Antes da reunião, Lula solicitou uma mudança no protocolo tradicional das visitas diplomáticas para que os jornalistas só tivessem acesso após a conversa privada. O pedido foi aceito pelo governo norte-americano.

Entre os principais assuntos debatidos está a proposta brasileira de cooperação internacional contra o crime organizado transnacional. O plano foi encaminhado pelo Brasil ao governo dos Estados Unidos em dezembro e prevê ações conjuntas de combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de armas.

Segundo integrantes do governo brasileiro, o objetivo é ampliar a parceria entre os países na área de segurança pública sem permitir interferências externas em assuntos internos do Brasil.

Outro tema importante da reunião envolve os chamados minerais críticos e terras raras, considerados estratégicos para setores tecnológicos e energéticos. O Brasil possui reservas minerais relevantes e busca ampliar acordos internacionais no setor.

Na quarta-feira (6), a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta agora segue para análise do Senado.

A comitiva brasileira nos Estados Unidos conta com nomes como Mauro Vieira, Alexandre Silveira, Andrei Rodrigues e Dario Durigan.

Pelo lado norte-americano, participam do encontro o vice-presidente JD Vance, além de integrantes da equipe econômica e comercial da Casa Branca.

Durante as discussões sobre segurança, também entrou em pauta a possibilidade avaliada pelos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. O governo brasileiro é contrário à medida e defende que o enfrentamento ao crime seja feito por meio de cooperação entre os países.

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