Moraes defende ação penal contra trio acusado de dificultar apuração do caso Marielle

Redação 16/05/2026
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira (15) para transformar em réus três investigados por supostamente atrapalharem o andamento das investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido no Rio de Janeiro.
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O posicionamento foi apresentado no julgamento virtual da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-chefe da Polícia Civil fluminense, Rivaldo Barbosa, além do delegado Giniton Lages e do comissário Marco Antonio de Barros.
Segundo a acusação, os denunciados teriam atuado para comprometer a apuração, promovendo desaparecimento de provas, uso de testemunhos falsos, acusações contra inocentes e diligências consideradas desnecessárias, com o objetivo de impedir a responsabilização dos autores intelectuais e executores do crime.
Ao justificar o voto, Moraes afirmou que existem indícios suficientes de materialidade e autoria para abertura de ação penal. O ministro apontou que há elementos que indicam possível atuação conjunta entre os investigados para obstruir as investigações.
O julgamento acontece na Primeira Turma do STF e segue aberto até 22 de maio.
As defesas contestam a denúncia. Rivaldo Barbosa sustenta ausência de provas concretas, enquanto os advogados de Giniton alegam que ele não possui foro privilegiado para ser julgado pelo Supremo. Já a defesa de Marco Antonio afirma que não há elementos que o incriminem e destaca que as investigações resultaram na prisão de Ronnie Lessa.

