Promotora afirma que acusado matou companheira e filha para evitar pensão

Redação 27/06/2026
A promotora de Justiça Luciana Rabelo afirmou nesta quarta-feira (27), durante julgamento na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que João Augusto Borges de Almeida premeditou o assassinato da companheira, Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, Sophie Eugênia Borges de Medeiros, de apenas 10 meses.
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Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu em 26 de maio de 2025 e teria sido planejado pelo acusado para evitar responsabilidades financeiras e familiares. Durante a sustentação oral aos jurados, a promotora relatou que o réu teria pensado: “Se eu matar só a Vanessa eu vou ter que pagar pensão”.
Luciana Rabelo também rebateu a tese da defesa de possível transtorno mental do acusado, classificando o depoimento prestado por ele em plenário como “amnésia seletiva”. “Ele não é perturbado mental”, afirmou aos jurados.
De acordo com a acusação, Vanessa foi morta primeiro, na frente da bebê. A promotora detalhou que a vítima tentou reagir durante um golpe “mata-leão”, chegando a morder o dedo do acusado, mas não conseguiu escapar.
Na sequência, conforme a denúncia, João Augusto matou a filha do casal e depois incendiou os corpos na tentativa de ocultar o crime, caso que gerou forte repercussão nacional pela brutalidade.
Durante o julgamento, a promotora apresentou fotografias da residência da família, incluindo os sapatinhos da bebê organizados na casa, para reforçar o vínculo afetivo entre mãe e filha.
O Ministério Público ainda destacou o depoimento de um colega de trabalho do acusado, que afirmou ter ouvido comentários do réu sobre “passar” a esposa e a filha antes do crime, o que, segundo a acusação, reforça a premeditação.
O julgamento segue na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos. A defesa tenta afastar as qualificadoras de feminicídio para reduzir a eventual pena do acusado.


