Dólar sobe mais de 1% e fecha acima de R$ 5 com tensão no Oriente Médio e cautela antes de feriado

Redação 03/06/2026
O dólar registrou forte valorização nesta quarta-feira (3) e encerrou o pregão cotado a R$ 5,0668, alta de 1,14%, alcançando o maior nível de fechamento desde abril. O avanço da moeda norte-americana foi impulsionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela busca de investidores por ativos considerados mais seguros.
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A escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã elevou os preços internacionais do petróleo e reforçou preocupações com a inflação global, cenário que fortaleceu o dólar frente a moedas de países emergentes. No mercado brasileiro, o movimento foi intensificado pela redução da exposição ao risco por parte dos investidores na véspera do feriado de Corpus Christi, quando a bolsa e os mercados locais permanecem fechados.
Durante a sessão, a moeda chegou a atingir a máxima de R$ 5,0902. Com o resultado, o dólar passou a acumular alta de 0,47% em junho, após avançar 1,82% no mês anterior. Apesar da valorização recente, a moeda ainda apresenta queda de 7,69% em 2026.
Analistas apontam que a combinação de incertezas externas e preocupações com o cenário fiscal brasileiro contribuiu para pressionar o câmbio. O aumento das apostas de que o Federal Reserve poderá manter juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos também reforçou a demanda pela moeda americana.
Outro fator observado pelo mercado foi o avanço das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Além da proposta de tarifas sobre determinados itens exportados pelo Brasil, novas investigações comerciais ampliaram as preocupações de investidores em relação ao ambiente econômico.
Enquanto isso, os contratos internacionais de petróleo avançaram quase 2%, refletindo os temores de interrupções no fornecimento global da commodity. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, encerrou o dia próximo de US$ 98.
O mercado agora volta as atenções para a divulgação do relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, prevista para sexta-feira (5), considerado um dos principais indicadores para orientar os próximos passos da política monetária americana.


