Dólar oscila com tensão entre EUA e Irã e fecha praticamente estável


Redação 09/06/2026

O dólar teve um dia de forte volatilidade nesta terça-feira (9), influenciado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. A moeda chegou a atingir R$ 5,1935, maior cotação intradia desde 30 de março, mas perdeu força ao longo da tarde e encerrou o pregão praticamente estável.

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Ao final das negociações, o dólar à vista fechou cotado a R$ 5,1775, com leve queda de 0,05%. Durante o dia, a moeda variou entre a mínima de R$ 5,1508 e a máxima de R$ 5,1935.

A instabilidade começou após Trump afirmar que os Estados Unidos responderiam a um ataque do Irã que teria derrubado um helicóptero americano no Estreito de Ormuz. A declaração elevou a percepção de risco global e levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros, impulsionando temporariamente a moeda americana.

Com o passar das horas, porém, a ausência de uma confirmação imediata de retaliação militar reduziu a tensão nos mercados. Além disso, o dólar perdeu força frente às principais moedas internacionais, contribuindo para a recuperação do real.

Segundo o especialista em investimentos Rodrigo Franchini, da Monte Bravo, as notícias envolvendo o Oriente Médio têm aumentado a volatilidade dos mercados nas últimas semanas.

“É óbvio que isso joga o risco e a volatilidade para cima, mas, conforme as horas vão passando, o mercado vai ficando menos arredio”, avaliou.

O analista Rafael Passos, da Ajax Asset, destacou que o recuo da moeda americana também reflete uma recuperação do real após a valorização acumulada nos últimos dias. A queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) e do índice DXY — que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes — também favoreceu as moedas de países emergentes.

Outro fator que ajudou a melhorar o humor dos investidores foi o comportamento do mercado de petróleo. O contrato do Brent para agosto fechou em queda de 2,97%, cotado a US$ 91,45 por barril, sinalizando um cenário de maior otimismo em relação às negociações entre Estados Unidos e Irã.

Além disso, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz está aumentando de forma significativa, reduzindo, por enquanto, preocupações com interrupções no transporte global de petróleo.

Apesar do fechamento praticamente estável, o pregão reforçou a sensibilidade do mercado cambial a eventos geopolíticos, especialmente em um contexto de incertezas no Oriente Médio e de oscilações nas expectativas dos investidores.

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