Riedel anuncia concessão de mais 220 km de rodovias estaduais no Vale da Celulose

Redação 16/06/2026
Durante agenda no Bioparque Pantanal, nesta terça-feira (16), o governador Eduardo Riedel anunciou que o Governo de Mato Grosso do Sul pretende avançar com a concessão de mais 220 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada. O projeto contempla os trechos da MS-377 e da MS-240, que ligam os municípios de Água Clara, Inocência e Paranaíba.
✅Siga no Instagram @portaldenoticiasms
Segundo o governador, a expectativa é concluir a modelagem do projeto e levá-lo para leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) até o fim de 2026, ampliando o programa estadual de concessões rodoviárias.
A proposta prevê a concessão de aproximadamente 130 quilômetros da MS-377, entre Água Clara e Inocência, e outros 90 quilômetros da MS-240, ligando Inocência a Paranaíba. As rodovias fazem parte do principal corredor logístico do Vale da Celulose, região que concentra grandes investimentos da indústria florestal e de celulose.
De acordo com Riedel, a medida é considerada estratégica por complementar a concessão já realizada ao consórcio Caminhos da Celulose, responsável pela administração de importantes rodovias federais na região, além de fortalecer a infraestrutura necessária para atender a futura fábrica da Arauco, em construção em Inocência.
Além da concessão, o governo estadual também realiza obras de infraestrutura, como a pavimentação da MS-320, que liga Três Lagoas à MS-377 e amplia a conexão entre os municípios do leste do Estado.
O projeto de concessão das duas rodovias foi anunciado no início do ano, após a assinatura do contrato que transferiu à iniciativa privada a administração de 870 quilômetros de rodovias. Desde então, estudos técnicos e modelagens vêm sendo desenvolvidos para viabilizar o novo leilão.
Com a inclusão da MS-377 e da MS-240 no programa estadual de concessões, praticamente toda a malha rodoviária estratégica do Vale da Celulose passará a contar com gestão privada, acompanhando o crescimento da atividade industrial e o aumento do fluxo de veículos pesados na região.


