Mais da metade dos bebês que sobrevivem à meningite pode ficar com sequelas permanentes

Redação 17/06/2026
Um levantamento apresentado em Brasília aponta que 37% dos sobreviventes da meningite desenvolvem algum tipo de sequela, índice que sobe para 52% entre os lactentes (bebês). Além disso, cerca de 20% dos sobreviventes convivem com essas consequências por toda a vida.
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Principais sequelas
As complicações podem ser variadas e incluem:
- Perda auditiva;
- Convulsões;
- Deficiências motoras;
- Dificuldades de aprendizagem;
- Ansiedade e alterações comportamentais;
- Em casos graves, amputação de membros devido à necrose causada pela infecção.
Situação no Centro-Oeste
A taxa de letalidade da Doença Meningocócica Invasiva (DMI) na região Centro-Oeste chegou a 33,3% em 2026, ou seja, um em cada três pacientes diagnosticados morre em decorrência da doença, percentual acima da média nacional de 16,6%.
O caso de João
A reportagem relata a história de João Marcos, que contraiu meningite meningocócica com apenas 56 dias de vida. Após mais de 100 dias internado em UTI, ele sobreviveu, mas precisou amputar uma perna, parte do outro pé e oito falanges das mãos. Sua família criou a Associação Brasileira de Combate à Meningite (ABCM) para conscientizar a população sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce.
Como prevenir em recém-nascidos?
Como as vacinas são aplicadas a partir dos 2 meses na rede privada e 3 meses na rede pública, especialistas recomendam a estratégia chamada “casulo” (cocoon):
- Vacinar pais, irmãos e demais pessoas que convivem com o bebê;
- Manter higiene das mãos;
- Evitar contato do recém-nascido com pessoas doentes;
- Reduzir exposição a ambientes fechados e aglomerações.
Sintomas de alerta
Em adultos e crianças maiores:
- Febre;
- Dor de cabeça intensa;
- Rigidez no pescoço;
- Vômitos;
- Sensibilidade à luz.
Em bebês:
- Irritabilidade;
- Choro persistente;
- Dificuldade para mamar;
- Vômitos;
- Moleira estufada.
Sinais de gravidade que exigem atendimento imediato:
- Convulsões;
- Confusão mental ou dificuldade para acordar;
- Manchas vermelhas ou arroxeadas na pele.
Vacinação
Atualmente, o Sistema Único de Saúde oferece vacinas meningocócicas conforme o calendário infantil e para adolescentes. A vacina contra o meningococo B ainda está disponível apenas na rede privada, e há um projeto de lei em análise para ampliar seu acesso pelo SUS.
O diagnóstico e o tratamento rápidos são fundamentais, pois a meningite meningocócica pode evoluir em poucas horas e levar ao óbito em até 24 horas.


