Dólar fecha em R$ 5,20 e atinge maior nível em três meses com força externa da moeda americana

Redação 24/06/2026
O dólar voltou a subir frente ao real pelo segundo pregão consecutivo e encerrou o dia cotado na casa dos R$ 5,20, atingindo o maior nível de fechamento em cerca de três meses. Sem grandes eventos ou indicadores domésticos no radar, o câmbio brasileiro acompanhou principalmente o movimento externo de valorização da moeda norte-americana.
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O avanço está ligado, sobretudo, às expectativas de política monetária nos Estados Unidos, com o mercado projetando possibilidade de novas altas de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. Esse cenário reforça a atratividade do dólar e pressiona moedas de países emergentes, incluindo o real.
Durante o pregão, o dólar à vista chegou à máxima de R$ 5,2212, mas encerrou a sessão desta quarta-feira (24) em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,2020. No acumulado de junho, a moeda já sobe 3,15%, após avanço de 1,82% em maio, reduzindo parte das perdas registradas ao longo do ano.
Além do cenário de juros nos EUA, analistas destacam também o impacto da queda do petróleo, que reduz o apelo de estratégias ligadas a commodities e afeta moedas de países exportadores, como o Brasil. O barril do petróleo tipo Brent e o WTI registraram forte recuo em meio ao avanço de negociações geopolíticas, contribuindo para o movimento global de fortalecimento do dólar.
No exterior, o índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a uma cesta de moedas fortes, também avançou e se manteve em patamares elevados, refletindo a expectativa de inflação persistente nos Estados Unidos e atenção do mercado ao índice de preços PCE, que será divulgado nos próximos dias.
Apesar disso, o fluxo cambial no Brasil segue positivo no mês, com entrada líquida de mais de US$ 8 bilhões até a última semana, segundo dados do Banco Central, o que indica que o movimento de alta do dólar está mais ligado ao cenário internacional do que a fatores domésticos.


