Anvisa proíbe venda de suplementos, medicamento e oxigênio medicinal por irregularidades


Redação 0/07/2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da venda, distribuição, fabricação e uso de suplementos alimentares, medicamentos e oxigênio medicinal produzidos por cinco empresas após identificar uma série de irregularidades. As medidas foram publicadas em resolução nesta quinta-feira (2).

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Entre os produtos vetados estão 36 suplementos da linha Greenora, como Cartilagem de Tubarão, Ginkgo Biloba, Berberina, Isoflavona e Passiflora Incarnata. De acordo com a Anvisa, os itens eram comercializados como medicamentos sem registro, e a fabricante Segredos da Terra Cristais Ltda. não possuía autorização para essa atividade.

A agência também proibiu a comercialização do Aloe Vera Max e de outros 36 extratos concentrados das linhas Bios 7 e SupraErvas. Segundo a fiscalização, os produtos eram vendidos sem registro, notificação ou cadastro, e a empresa responsável, Supra Ervas Bebidas e Alimentos Ltda., não tinha autorização para fabricar medicamentos.

Outra empresa atingida foi a Primenutri Comércio Virtual Ltda., que teve seis produtos proibidos, entre eles Lipodrene, Ostarine, Cardarine e SLU-PP-332. Conforme a Anvisa, os itens não possuíam registro sanitário e eram produzidos por fabricante desconhecido.

A resolução também suspendeu quatro lotes do medicamento Cloridrato de Dobutamina 12,5 mg/mL, da Hypofarma. Durante a inspeção, foram encontradas partículas em suspensão, cristalização e alteração na cor das ampolas, comprometendo a qualidade do produto.

Além disso, a Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes de oxigênio medicinal envasados até 11 de junho de 2026 pela IBG Cryo Indústria de Gases Ltda. A empresa realizava o envase sem licenciamento sanitário e antes da validação dos processos de fabricação.

Já a Mayben Pharmaceutical Ltda. foi autorizada a retomar as atividades após regularizar as inconformidades apontadas pela Vigilância Sanitária. No entanto, continuam proibidos os suplementos Aqualev, Calcioben e Calcioben D, além dos produtos Lactben e Lactulose Nativida fabricados até 21 de junho de 2026, período em que a empresa ainda apresentava falhas estruturais, problemas de higiene, armazenamento inadequado e uso de matérias-primas vencidas ou deterioradas.

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