Ponte Bioceânica une Brasil e Paraguai com conclusão do “beijo da ponte” em Porto Murtinho

Redação 23/07/2026
Mesmo com o cancelamento da cerimônia oficial devido às condições climáticas, a Ponte Bioceânica alcançou nesta quinta-feira (23) um de seus marcos mais importantes: a conclusão do chamado “beijo da ponte”, etapa que simboliza a ligação física entre Brasil e Paraguai, em Porto Murtinho.
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A agenda técnica foi mantida e reuniu prefeitos, empresários, representantes diplomáticos e equipes responsáveis pela obra, que acompanharam de perto a união definitiva da estrutura. O evento oficial foi cancelado porque o mau tempo impediu o pouso das aeronaves que transportariam autoridades e dificultou o acesso ao local.
O prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra (PSDB), destacou a importância histórica do empreendimento para o município e para a integração da América do Sul.
Segundo ele, a ponte representa uma transformação para a cidade, que passa a ocupar posição estratégica no Corredor Bioceânico, fortalecendo a ligação entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e impulsionando o comércio e o desenvolvimento regional.
Cintra lamentou a ausência do presidente do Paraguai, Santiago Peña, que não conseguiu participar da programação em razão das condições meteorológicas, mas ressaltou a presença de representantes dos governos do Paraguai, Bolívia e Chile durante a visita técnica.
De acordo com o vice-ministro de Obras Públicas do Paraguai, Hugo Agustín Arce Palma, a construção da Ponte Bioceânica está com aproximadamente 90% dos serviços concluídos, e a previsão é de entrega total da estrutura em setembro.
Além da ponte, o governo paraguaio também avança na execução da ligação viária que conectará a travessia ao Corredor da Rota Bioceânica. O trecho, com cerca de 3,8 quilômetros de pavimentação, permitirá o acesso direto à rodovia, consolidando a integração logística entre os países.
A Ponte Bioceânica é considerada uma das principais obras de infraestrutura da região e será fundamental para reduzir o tempo de transporte de cargas entre o Centro-Oeste brasileiro e os portos do Oceano Pacífico, ampliando as oportunidades de comércio internacional e desenvolvimento econômico para Mato Grosso do Sul.


