Mato Grosso do Sul deve ter mais chuva e tempestades com avanço do El Niño


Redação 03/08/2026

O fortalecimento do fenômeno El Niño deve influenciar o clima em Mato Grosso do Sul ao longo de agosto, aumentando a possibilidade de chuvas acima da média histórica em diversas regiões do Estado. A previsão indica o retorno das precipitações entre quarta-feira (5) e sexta-feira (7), poucos dias após o temporal que despejou 102,4 milímetros de chuva em Campo Grande e provocou alagamentos.

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De acordo com a previsão meteorológica, as instabilidades começam a se formar na região Sul do Brasil e avançam gradualmente para Mato Grosso do Sul. Entre segunda-feira (3) e terça-feira (4), apenas o extremo sul do Estado tem chance de chuva, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A partir de quarta-feira (5), as áreas de instabilidade se espalham por grande parte do Estado. As regiões sul e central, incluindo Campo Grande, devem registrar chuva entre o fim da manhã e o início da tarde. No decorrer do dia, as precipitações avançam para as regiões norte e leste.

Na quinta-feira (6) e na sexta-feira (7), aumenta o risco de temporais, com possibilidade de chuva intensa, raios e rajadas de vento. As instabilidades devem atingir inicialmente o sul do Estado e, posteriormente, avançar para a região central.

Agosto pode ter chuva acima da média

Embora agosto seja tradicionalmente um dos meses mais secos do Centro-Oeste, a expectativa é de volumes de chuva superiores à média em Mato Grosso do Sul. Ainda assim, a umidade relativa do ar poderá cair para cerca de 20% em alguns períodos, índice considerado abaixo do recomendado para a saúde.

Segundo a Climatempo, duas frentes frias previstas para este mês — uma na primeira semana e outra no fim de agosto — devem favorecer o aumento das chuvas em todo o Estado.

Dados do Cemtec mostram que a média histórica de precipitação em agosto varia entre 15,5 mm e 71,2 mm, dependendo do município. Campo Grande registra, em média, 45,5 mm de chuva durante o mês.

El Niño deve se intensificar

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico indica o fortalecimento do El Niño, que deve atingir sua intensidade máxima a partir de setembro. Especialistas apontam que o temporal registrado em Campo Grande na última semana pode ter sido um dos primeiros reflexos desse fenômeno na região.

Os impactos do El Niño em Mato Grosso do Sul variam conforme a interação com outros sistemas atmosféricos. Em anos de maior influência, o fenômeno costuma favorecer temperaturas elevadas e aumento das chuvas, o que pode elevar o risco de alagamentos. Por outro lado, caso o calor predomine sem precipitações frequentes, também pode haver aumento das condições favoráveis para incêndios florestais.

Entre 2001 e 2024, Mato Grosso do Sul registrou ocorrência de El Niño em 15 anos. Em nove deles, as chuvas ficaram acima da média histórica, enquanto nos demais houve precipitação inferior ao esperado, demonstrando que os efeitos do fenômeno podem variar conforme as condições climáticas de cada período.

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