Soja sobe e milho mantém estabilidade em MS; comercialização das safras ganha ritmo

Redação 06/08/2026
Os preços da soja registraram valorização em Mato Grosso do Sul durante julho de 2026, enquanto o milho manteve cotações praticamente estáveis, conforme apontam os boletins econômicos divulgados pela Aprosoja/MS. A demanda interna, o câmbio e as condições logísticas ajudaram a sustentar o mercado estadual, reduzindo os impactos das oscilações internacionais.
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A soja encerrou o mês com preço médio disponível de R$ 119,90 por saca, avanço de 2,75% em comparação com julho do ano passado. Segundo a entidade, a retomada das exportações após a entressafra e a valorização das cotações internacionais na primeira quinzena favoreceram esse desempenho. No mercado futuro, os contratos para novembro alcançaram média de R$ 128,30 por saca, indicando expectativas positivas para a próxima safra.
No caso do milho, o preço médio disponível ficou em R$ 47,23 por saca, praticamente repetindo os níveis registrados em 2025. Já os contratos futuros apresentaram queda de 6,71% na comparação anual, pressionados pela perspectiva de uma ampla oferta mundial e pela redução nas compras antecipadas.
De acordo com o analista de Economia da Aprosoja/MS, Rafael Gimenes, fatores internos impediram que a queda observada na Bolsa de Chicago tivesse maior impacto sobre os produtores sul-mato-grossenses.
Além dos preços, o levantamento mostra avanço na comercialização das duas culturas. As vendas da soja já representam 73% da produção estimada, crescimento de nove pontos percentuais em julho, impulsionado pela recuperação das cotações. No milho, a comercialização chegou a 38,5% da produção prevista, avanço de oito pontos em relação ao mês anterior, embora ainda abaixo do ritmo da safra passada.
Para os próximos meses, a Aprosoja/MS avalia que os cenários seguem distintos. Enquanto a soja continua amparada pela demanda internacional e pela retomada das exportações, o milho enfrenta um ambiente mais desafiador, com excesso de oferta global limitando a recuperação dos preços e levando os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa na negociação da safra.


