Dólar avança e fecha acima de R$ 5,11 em meio à tensão no Estreito de Ormuz


Redação 10/08/2026

O dólar encerrou os negócios desta segunda-feira (10) com valorização de 0,53%, cotado a R$ 5,11. A alta ocorreu em meio à preocupação dos investidores com o impasse entre Irã e Estados Unidos envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo.

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A indefinição sobre a retomada da navegação pelo local pressionou as cotações da commodity e aumentou a cautela nos mercados financeiros. No mesmo dia, o Ibovespa terminou em baixa de 0,19%, aos 172.180 pontos.

Com o resultado, a moeda norte-americana acumula avanço de 0,53% na semana e de 0,81% em agosto. Apesar disso, no acumulado de 2026, o dólar ainda registra queda de 6,89%. O principal índice da Bolsa brasileira recua 3,27% no mês, mas mantém alta de 6,86% no ano.

O petróleo também teve forte valorização. O Brent subiu 5,01%, chegando a US$ 87,74 por barril, enquanto o WTI avançou 5,13%, para US$ 82,19. O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o mercado energético global, por onde passa cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo.

A Guarda Revolucionária do Irã informou que a passagem não deverá ser reaberta enquanto as exigências feitas a Washington não forem atendidas. Entre as condições estão o encerramento do bloqueio naval e das sanções impostas pelos Estados Unidos, além da liberação de ativos iranianos congelados.

Teerã também reivindica a retirada de tropas americanas das áreas próximas ao território iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, rejeitou a cobrança de indenizações apresentada pelo governo iraniano.

Washington ainda busca garantias para a segurança da navegação na região e mudanças no programa nuclear do Irã. As divergências entre os dois países mantêm a incerteza sobre quando o fluxo de embarcações comerciais pelo estreito será normalizado.

No cenário econômico, os investidores também aguardam novos números de inflação do Brasil e dos Estados Unidos. Os dados americanos podem influenciar as expectativas para as próximas decisões de juros do Federal Reserve. No Brasil, o mercado acompanha a divulgação da ata da última reunião do Copom, prevista para esta terça-feira (11).

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