Justiça impõe distância de 500 metros a policial federal após denúncia de agressões


Redação 12/08/2026

A Justiça Federal determinou medidas protetivas contra o policial federal Marcos Antônio Glaner após uma ocorrência envolvendo uma família na madrugada de 28 de março, em Campo Grande. A decisão foi tomada pela 3ª Vara da Justiça Federal e impede que o agente se aproxime ou mantenha contato com as três vítimas.

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Segundo a decisão, a confusão começou em uma boate na Avenida Afonso Pena. Conforme o relato apresentado à Justiça, Marcos teria abordado de maneira insistente uma mulher que estava acompanhada da família e se identificado como policial federal. Após a recusa, ele teria provocado o filho dela.

Ainda de acordo com o processo, a família deixou a boate e foi até uma lanchonete na Rua 15 de Novembro, mas teria sido seguida por Marcos e outro policial federal. Os dois teriam novamente se identificado como agentes e tentado abordar e revistar as vítimas.

Diante da recusa, Marcos teria dado tapas no homem e utilizado um dispositivo de eletrochoque, atingindo-o no braço e no abdômen. A mãe teria sido derrubada após receber um chute ao tentar defender o filho, enquanto a esposa dele teria levado um tapa no rosto ao tentar ajudar.

As vítimas também relataram ameaças de morte e afirmaram que os envolvidos teriam usado a condição de policiais federais para intimidá-las.

Na decisão, o juiz federal substituto Felipe Alves Tavares apontou que os fatos indicam comportamento incompatível com a atividade policial e considerou existir risco à integridade física e psicológica das vítimas.

Pelas medidas impostas, Marcos deverá manter distância mínima de 500 metros das três pessoas e não poderá frequentar os mesmos locais que elas. Também está proibido de realizar qualquer contato por telefone, mensagens, e-mail, redes sociais ou por meio de terceiros. O descumprimento das determinações poderá levar à decretação de prisão preventiva.

O Ministério Público Federal foi responsável por formular as medidas cautelares, e a decisão também determinou que a Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul seja comunicada para acompanhar o cumprimento das restrições.

A defesa dos policiais, representada pelo advogado Caio Magno Duncan Couto, informou que os agentes não residem em Mato Grosso do Sul e possuem domicílio nos estados do Paraná e Santa Catarina. A defesa das vítimas não foi localizada pela reportagem.

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