Fechamento de lojas da Casas Bahia deixa cerca de 130 trabalhadores sem emprego em MS

Redação 18/08/2026
O encerramento das atividades de sete lojas da Casas Bahia em Mato Grosso do Sul resultou na demissão de aproximadamente 130 trabalhadores. A situação chamou a atenção do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande (SECCG), que levantou questionamentos sobre a forma como alguns desligamentos teriam sido realizados.
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De acordo com o presidente do sindicato, Carlos Santos, a entidade pretende solicitar uma mediação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para acompanhar o processo e assegurar que os funcionários recebam todos os direitos previstos na legislação.
As unidades fechadas ficam em Dourados, Ponta Porã, Naviraí, Nova Andradina, Três Lagoas e Campo Grande. Dourados teve duas lojas encerradas, enquanto as demais cidades tiveram uma unidade afetada.
A Casas Bahia enfrenta uma grave crise financeira, com dívidas superiores a R$ 13 bilhões. A empresa também anunciou um plano de reestruturação que prevê o fechamento de 298 lojas e a dispensa de cerca de 3 mil funcionários em todo o país.
Segundo o SECCG, uma das principais preocupações está relacionada à maneira como alguns empregados teriam sido comunicados sobre a demissão. Conforme o sindicato, houve casos em que trabalhadores receberam apenas uma comunicação verbal, sem documentação ou informações detalhadas sobre os procedimentos e seus direitos.
Para Carlos Santos, a situação preocupa não apenas pelos empregos perdidos, mas também pelos impactos nas famílias afetadas. O sindicato informou que pretende prestar atendimento aos trabalhadores, oferecendo orientações sobre verbas rescisórias e demais direitos trabalhistas.
A entidade também declarou esperar que a empresa consiga superar o período de dificuldades financeiras e retomar suas atividades com capacidade de gerar novos postos de trabalho.
A reportagem procurou a Casas Bahia para obter esclarecimentos sobre os desligamentos em Mato Grosso do Sul e os questionamentos apresentados pelo sindicato, mas não recebeu resposta até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.


