Proliferação de plantas aquáticas avança e preocupa no lago de Porto Primavera

Redação 22/08/2026
A proliferação de plantas aquáticas, que já provoca impactos ambientais no lago da hidrelétrica do Mimoso, no Rio Pardo, começa a chamar a atenção também no reservatório de Porto Primavera, na região de Bataguassu, em Mato Grosso do Sul.
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O fenômeno tem sido observado principalmente próximo à foz do Rio Pardo, onde o rio encontra o Paraná. Imagens aéreas divulgadas pelo site Dahorabatagussu mostram grandes concentrações de vegetação flutuante nas proximidades da ponte da MS-395.
Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, na última quarta-feira, o deputado Pedro Caravina, ex-prefeito de Bataguassu, relacionou o problema à liberação de plantas aquáticas pelo reservatório do Mimoso, localizado cerca de 250 quilômetros rio acima.
Especialistas e autoridades também apontam a presença de nutrientes, principalmente fósforo, como um dos fatores que favorecem a multiplicação dessas plantas. Esses nutrientes continuam sendo transportados pelas águas do Rio Pardo até a região de Bataguassu.
Com aproximadamente 230 mil hectares, o reservatório de Porto Primavera está entre os maiores lagos artificiais do país, ficando atrás dos reservatórios de Sobradinho e Tucuruí.
A preocupação aumenta diante da quantidade de efluentes industriais que chegam à bacia. A fábrica de celulose instalada em Ribas do Rio Pardo lança cerca de 206 milhões de litros de rejeitos por dia, segundo as informações divulgadas. O reservatório também recebe águas provenientes de outras indústrias de celulose instaladas em Três Lagoas.
A situação pode se tornar ainda mais complexa nos próximos anos. A fábrica da Arauco, em construção em Inocência, deverá lançar seus efluentes no Rio Sucuriú, que desemboca no lago de Jupiá e, posteriormente, as águas seguem em direção a Porto Primavera.
Outro empreendimento previsto é uma fábrica da Bracell em Bataguassu. Caso o projeto avance conforme o cronograma divulgado, a construção deve começar no próximo ano e a unidade poderá entrar em operação por volta de 2030.
O avanço das plantas aquáticas acende um alerta para os impactos ambientais provocados pelo excesso de nutrientes nos reservatórios e para a necessidade de monitoramento da qualidade da água em toda a bacia do Rio Pardo.


