Alcolumbre confirma votação de PEC pelo fim da escala 6×1 após eleições


Redação 03/09/2026

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quinta-feira (3) que a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e reduz de 44 para 40 horas semanais a jornada máxima deverá ser analisada pelo plenário da Casa após as eleições.

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A declaração foi feita durante uma sessão deliberativa, depois de um pedido do senador Paulo Paim (PT-RS), que está em seu último mandato e anunciou que deixará a vida parlamentar.

Durante discurso no plenário, Paim relembrou sua trajetória política e destacou a participação na Assembleia Nacional Constituinte de 1988, quando ajudou na aprovação da redução da jornada máxima de 48 para 44 horas semanais.

O senador defendeu que uma nova redução seja aprovada agora, quase 40 anos depois da mudança estabelecida pela Constituição.

“Não podemos mais esperar. Por que esperar? Vamos resolver, como na Constituinte de 1988, [quando] alcançamos as 44 horas semanais [de jornada máxima semanal de trabalho]. Foi um passo gigantesco para a época e hoje, quase quatro décadas depois, estamos diante de uma nova oportunidade histórica”, afirmou.

Paim também disse que gostaria de encerrar o mandato levando aos trabalhadores a aprovação da jornada de 40 horas semanais.

“Chegou a hora de eu ir pra casa, mas eu queria muito, faltam três meses [para o fim do mandato], ir para casa e depois para a porta de fábrica e dizer a todos: ‘temos agora as 40 horas semanais para toda nossa gente’”, declarou.

Após o discurso, Paim cumprimentou Alcolumbre, que aproveitou o momento para anunciar publicamente a previsão de votação.

“Quero aproveitar essa oportunidade que o senador Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um abraço, para dizer para vossa excelência e para o Brasil, que vossa excelência estará aqui votando, após as eleições, o fim da escala 6×1 no plenário do Senado Federal”, disse o presidente da Casa.

Votação ficou para outubro

A votação da PEC não avançou no plenário nesta quarta-feira (2). Sem segurança de que haveria votos suficientes e diante de uma obstrução promovida pela oposição, a base governista optou por não levar o texto à votação.

Para ser aprovada no Senado, uma proposta de emenda à Constituição precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos de votação.

Até o momento, a proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é que um novo esforço concentrado para apreciação de projetos ocorra na segunda semana de outubro.

O calendário prevê o primeiro turno da PEC para 4 de outubro. Caso seja aprovada, o segundo turno está previsto para 25 de outubro.

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