Dólar sobe e encerra o dia acima de R$ 5,14 com investidores de olho no exterior e nos juros


Redação 14/09/2026

O dólar comercial começou a semana em alta e terminou esta segunda-feira (14) cotado a R$ 5,1472, avanço de 0,43%. Durante as negociações, a moeda norte-americana chegou a atingir R$ 5,18.

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A valorização ocorreu em um cenário de maior cautela nos mercados internacionais. A tensão no Oriente Médio levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros, enquanto as atenções também estão voltadas para as próximas decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

A alta da moeda pode ter reflexos no bolso do consumidor, principalmente em produtos importados ou fabricados no país com componentes e matérias-primas adquiridos no exterior. Apesar da alta desta segunda-feira, o dólar acumula queda de 0,63% em setembro e recuo de 6,22% desde o início do ano.

Petróleo também sobe

Os conflitos no Oriente Médio influenciaram ainda os preços do petróleo. Um ataque com drones provocou a interrupção temporária de um oleoduto na Arábia Saudita, utilizado para transportar combustível evitando a passagem pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio internacional de petróleo.

Por volta das 17h, o barril do Brent subia 1,49%, negociado a US$ 106,17. Já o petróleo WTI avançava 1,75%, chegando a US$ 101,80.

A elevação do petróleo pode aumentar os custos de combustíveis, transporte e produção, além de dificultar o processo de controle da inflação. O cenário também é acompanhado de perto pelos bancos centrais na definição das próximas decisões sobre juros.

Mercado aguarda decisões do Brasil e dos EUA

No Brasil, a expectativa do mercado está concentrada na reunião do Copom, que deve anunciar uma nova decisão sobre a Selic na quarta-feira (16). A projeção é de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 13,75% ao ano.

Uma redução dos juros pode estimular o consumo e os investimentos, mas também tende a diminuir a atratividade de aplicações brasileiras para investidores estrangeiros, o que pode aumentar a pressão sobre o dólar.

Nos Estados Unidos, o mercado acompanha os próximos passos do Federal Reserve, o banco central norte-americano. Dados recentes de inflação aumentaram as expectativas de uma possível alta dos juros por lá.

Taxas mais elevadas nos Estados Unidos podem tornar os investimentos no país mais atrativos e favorecer a saída de recursos de mercados emergentes, como o Brasil.

Bolsa fecha em queda

O mercado acionário brasileiro também terminou o dia no campo negativo. O Ibovespa recuou 0,91% nesta segunda-feira e encerrou aos 185.501 pontos.

Mesmo com a queda, o principal índice da Bolsa brasileira mantém desempenho positivo: acumula alta de 4,56% em setembro e avanço de 15,13% desde o início do ano.

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