Motorista de aplicativo é preso após denúncia de estupro e relatos de outras mulheres em Campo Grande

Redação 14/09/2026
Um motorista de aplicativo, identificado pelas iniciais D.C.O., foi preso temporariamente no domingo (13), em Campo Grande, após ser denunciado por uma passageira de 20 anos por um suposto estupro. Ele foi encontrado na Avenida Mato Grosso por policiais da equipe de capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM).
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A prisão temporária, com duração inicial de 30 dias, foi solicitada pela Polícia Civil para auxiliar nas investigações. O caso teria acontecido na madrugada de sábado (12), quando a jovem retornava de uma festa e solicitou uma viagem por meio de um aplicativo.
De acordo com o relato apresentado à polícia, o motorista teria concluído a corrida e, após o pagamento, impedido que a passageira deixasse o veículo. Segundo a denúncia, ele teria mantido as portas trancadas e iniciado abordagens de cunho sexual.
Ainda conforme o depoimento, o homem teria se deslocado para o banco traseiro, segurado a jovem pelos cabelos e, utilizando violência e ameaças, a obrigado a praticar sexo oral. A vítima também relatou uma tentativa de outro ato sexual, que não teria sido concluída.
Após conseguir deixar o automóvel, a jovem procurou atendimento médico e posteriormente foi até a 1ª DEAM para registrar a ocorrência. Durante o atendimento, entregou à polícia o vestido que utilizava na noite dos fatos.
A roupa foi apreendida para realização de perícia, já que, segundo a investigação, poderia conter vestígios de material genético que ajudassem na identificação do responsável. O resultado dos exames deverá ser analisado no decorrer do inquérito.
O caso ganhou repercussão após a jovem publicar nas redes sociais um relato sobre o que teria acontecido durante a corrida. Depois da publicação, outras mulheres procuraram a vítima e teriam relatado experiências semelhantes envolvendo o mesmo motorista.
A Polícia Civil apura agora a veracidade dessas novas denúncias e busca identificar possíveis outras vítimas. A existência de outros casos também foi considerada na decisão judicial que autorizou a prisão temporária, permitindo o aprofundamento das investigações.


