Teletrabalho gera economia de R$ 155 mil em dois meses no TCE-MS


Redação 15/09/2026

A adoção ampliada do regime de teletrabalho já começa a produzir reflexos nos gastos do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS). Somente nos meses de julho e agosto de 2026, a modalidade resultou em uma economia de R$ 154.984,63 para a instituição.

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Mantido o ritmo registrado no período, a estimativa é de que a redução de despesas alcance aproximadamente R$ 1,86 milhão em um ano. O resultado reforça o teletrabalho como uma alternativa para tornar o uso dos recursos públicos mais racional e melhorar a eficiência administrativa.

Atualmente, cerca de 52% dos servidores ativos do TCE-MS trabalham de forma remota. Além da economia para os cofres públicos, o modelo permite maior flexibilidade na organização da rotina profissional e pode contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos servidores.

Do total economizado nos dois primeiros meses, R$ 119.613,81 correspondem à redução de gastos com auxílio-transporte. Outros R$ 3.003,94 foram economizados no consumo de água, enquanto R$ 24.942,00 vieram da diminuição das despesas com serviços de copa. A locação de equipamentos representou uma economia adicional de R$ 7.424,88.

Os números mostram que os efeitos da modalidade vão além da redução de despesas diretamente relacionadas ao deslocamento dos servidores. Com menos pessoas trabalhando presencialmente, o Tribunal também consegue reduzir a utilização de espaços, equipamentos e serviços necessários à manutenção da estrutura física.

Modelo amplia flexibilidade e foco em resultados

Para os servidores, o trabalho remoto pode significar menos tempo gasto no deslocamento diário e maior autonomia para organizar as atividades. Já para o Tribunal, a adoção do modelo está vinculada a uma gestão baseada no acompanhamento das entregas, produtividade e desempenho.

A possibilidade de ampliar o teletrabalho foi estabelecida pela Resolução TCE-MS nº 298, de 30 de junho de 2026, que modificou as regras previstas anteriormente na Resolução nº 210/2024.

Com a mudança, servidores que não trabalham diretamente na área de auditoria também passaram a poder solicitar a modalidade. Para isso, é necessário apresentar requerimento fundamentado, obter a concordância da chefia da unidade onde estão lotados e receber autorização da autoridade competente.

Segundo o presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, os resultados demonstram que mudanças na organização do trabalho podem beneficiar tanto os servidores quanto a administração pública.

“O teletrabalho demonstra que é possível conciliar valorização dos servidores e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. A economia gerada é um resultado importante, mas também buscamos uma gestão cada vez mais eficiente, flexível e orientada por resultados”, afirmou.

A experiência adotada pelo Tribunal indica que o teletrabalho pode funcionar como uma ferramenta de modernização da administração pública, reunindo redução de custos, flexibilidade, produtividade e melhor aproveitamento dos recursos institucionais.

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