Bolsa Família sobe para R$ 691 e novo valor começa a valer em outubro


Redação 17/09/2026

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com a atualização, o benefício mínimo, que atualmente é de R$ 600, passará para R$ 691 a partir da folha de pagamentos de outubro. O valor médio pago às famílias deverá subir de R$ 675 para aproximadamente R$ 777.

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A correção foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e corresponde, segundo o governo, à reposição da inflação medida pelo INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. O programa não havia passado por atualização dos valores desde seu relançamento, em 2023.

O decreto que oficializa a mudança foi assinado nesta quinta-feira e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Embora entre em vigor na data da publicação, os efeitos financeiros começam em 1º de outubro.

Impacto nas contas públicas

Durante o anúncio, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a atualização foi possível após a identificação de espaço fiscal para absorver o aumento das despesas.

A medida terá impacto estimado em R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. Como o reajuste não estava previsto na proposta do Orçamento de 2027 encaminhada inicialmente ao Congresso, será necessária uma alteração na programação orçamentária.

Outros benefícios também serão reajustados

Além do valor mínimo, o decreto atualiza os benefícios que compõem o programa. O Benefício de Renda de Cidadania passa a ser de R$ 164 por integrante da família. Já o Benefício Primeira Infância, destinado a crianças de até sete anos incompletos, sobe para R$ 173 por integrante que se enquadre no critério.

O Benefício Variável Familiar, destinado a integrantes que atendam às condições previstas no programa, passa para R$ 58. O Benefício Complementar garante que a soma dos benefícios alcance o piso de R$ 691 quando necessário.

Quem pode receber

Para ter acesso ao Bolsa Família, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), manter os dados atualizados e atender aos critérios de renda estabelecidos pelo programa.

Também é necessário cumprir as chamadas condicionalidades nas áreas de saúde e educação, como frequência escolar, vacinação das crianças e acompanhamento pré-natal de gestantes.

Os valores efetivamente recebidos variam de acordo com a composição e as características de cada família. Por isso, o novo piso de R$ 691 não significa que todas as famílias receberão exatamente esse valor.

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