Dólar fecha a R$ 5,13 após mercado repercutir juros no Brasil e nos EUA


Redação 17/09/2026

O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (17) em queda de 0,24%, cotado a R$ 5,1386. A sessão foi marcada pela reação dos investidores às decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, além da repercussão do reajuste do Bolsa Família.

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Apesar da baixa no dia, a moeda norte-americana acumula alta de 0,27% na semana. No mês, o dólar registra queda de 0,79% e, desde o início do ano, recua 6,38%.

Na Bolsa brasileira, o Ibovespa avançou 0,24%, aos 185.992 pontos. A alta foi impulsionada principalmente pelo desempenho das ações da Vale, que subiram mais de 2%, além da valorização dos papéis da Petrobras.

Com o resultado desta quinta-feira, o principal índice da B3 acumula queda de 0,65% na semana, mas registra alta de 4,83% em setembro. No acumulado do ano, o avanço chega a 15,43%.

Petróleo recua no mercado internacional

Os preços do petróleo também ficaram no radar dos investidores. Por volta das 15h10, o barril do Brent recuava 0,94%, negociado a US$ 104,84. Já o WTI caía 0,45%, cotado a US$ 101,97.

O movimento ocorreu em meio a informações de que a Arábia Saudita estaria oferecendo cargas adicionais da commodity por meio de Omã. A notícia ajudou a reduzir parte das preocupações do mercado em relação ao abastecimento.

Decisões sobre juros movimentam mercados

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica de juros.

Os investidores também acompanharam o anúncio do reajuste de 15,04% no Bolsa Família, que elevará o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. Segundo o Ministério do Planejamento, a medida deverá representar impacto de R$ 5,8 bilhões nas despesas de 2026 e de aproximadamente R$ 22,7 bilhões em 2027.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, levando o intervalo para 3,75% a 4% ao ano. Segundo as informações apresentadas, trata-se do primeiro aumento dos juros norte-americanos desde julho de 2023.

As decisões das duas principais economias das Américas ficaram entre os principais fatores observados pelo mercado durante o pregão desta quinta-feira.

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