Dólar fecha a R$ 5,10 e Bolsa sobe com alívio no petróleo e atenção ao Copom

Redação 22/09/2026
Mercado brasileiro reagiu à ata do Copom, à queda do petróleo e às sinalizações sobre negociações entre Estados Unidos e Irã
O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (22) em queda de 0,11%, cotado a R$ 5,1029, depois de tocar R$ 5,13 durante a manhã. A moeda chegou a uma mínima de R$ 5,0979 no decorrer da sessão. Em setembro, o dólar acumula queda de 1,49%, segundo dados de mercado.
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O movimento ocorreu em um dia de recuperação dos ativos brasileiros. O Ibovespa avançou 0,44%, aos 187.422,92 pontos, depois de ter operado no campo negativo durante parte do pregão.
Petróleo perde força
Um dos principais fatores externos acompanhados pelos investidores foi o comportamento do petróleo.
O Brent voltou a ficar abaixo dos US$ 100 por barril, em meio a sinais de possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que representantes dos dois países haviam se reunido em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU.
A perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio ajudou a diminuir parte da pressão sobre os preços da commodity e contribuiu para a recuperação dos mercados de risco.
Ata do Copom entra no radar
No cenário doméstico, os investidores também analisaram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária.
Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo. A ata divulgada nesta terça-feira reforçou a avaliação de que os juros elevados estão contribuindo para desacelerar a atividade econômica, mas manteve uma comunicação cautelosa sobre os próximos passos.
O documento também apontou que a inflação e as expectativas ainda exigem atenção, mantendo em aberto a trajetória futura da política monetária.
Cenário eleitoral também é acompanhado
O mercado financeiro continua monitorando o cenário político brasileiro, especialmente as pesquisas para a eleição presidencial.
Pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira mostrou 37% para Luiz Inácio Lula da Silva e 33% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em um eventual segundo turno, os dois também aparecem tecnicamente empatados, com 42% para Flávio Bolsonaro e 41% para Lula. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 17 e 20 de setembro e foi registrado no TSE sob o número BR-06004/2026.
Apesar da atenção ao cenário eleitoral, operadores ouvidos por veículos especializados apontaram que, no pregão desta terça-feira, fatores externos — especialmente petróleo e as sinalizações envolvendo Estados Unidos e Irã — tiveram peso importante sobre o comportamento do câmbio e da Bolsa.
Mercado internacional
No exterior, os investidores também acompanharam as perspectivas para a política monetária norte-americana e os efeitos dos preços de energia sobre a inflação.
A combinação entre petróleo em queda, expectativas em torno das negociações no Oriente Médio e movimentos das taxas de juros internacionais contribuiu para um ambiente de maior apetite por ativos de risco durante a parte final do pregão brasileiro.
Fechamento do dia
No encerramento desta terça-feira, os principais números do mercado brasileiro foram:
- Dólar comercial: R$ 5,1029 — -0,11%
- Ibovespa: 187.422,92 pontos — +0,44%
- Selic: 13,75% ao ano
- Dólar em setembro: -1,49%
- Ibovespa em setembro: +5,64%
O mercado segue atento aos próximos dados de inflação e atividade econômica, às decisões do Banco Central e à evolução do cenário internacional, especialmente os preços de energia e as relações entre Estados Unidos e Irã.


