Dólar recua, juros futuros caem e inflação acima do esperado pressiona mercado


Redação 25/09/2026

O dólar registrou queda no mercado à vista na manhã de sexta-feira (25), contribuindo para a redução das taxas de juros futuros de médio e longo prazos, após as altas observadas no dia anterior. Em contrapartida, os juros de curto prazo permaneceram próximos dos ajustes anteriores, influenciados pelo resultado do IPCA-15, que veio acima das expectativas do mercado.

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No cenário internacional, a moeda americana e os juros futuros mais longos acompanharam a desvalorização global do dólar e a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries). Na quinta-feira (24), esses rendimentos haviam atingido os maiores níveis em vários anos. A redução dos preços do petróleo, diante das expectativas de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã e de uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, também contribuiu para esse movimento.

No cenário doméstico, o IPCA-15 apresentou alta de 0,70% em setembro, após registrar queda de 0,40% em agosto. O resultado superou as estimativas dos analistas, que variavam de 0,45% a 0,66%, com mediana de 0,53%. No acumulado de 12 meses, o índice avançou de 4,24% para 4,47%, ficando acima da expectativa mediana de 4,31%.

A confiança do setor da construção civil também apresentou retração. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 1,4 ponto em setembro, alcançando 90,5 pontos. Na média móvel trimestral, houve queda de 0,4 ponto, levando o indicador a 91,6 pontos.
Por outro lado, o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) mostrou desaceleração no ritmo de alta. Em setembro, o indicador avançou 0,25%, ante elevação de 0,85% em agosto. Apesar da redução no aumento mensal, o índice acumulou alta de 6,61% nos últimos 12 meses.

Os dados mostram um cenário econômico marcado por movimentos distintos: enquanto fatores externos favoreceram a queda do dólar e dos juros futuros mais longos, a inflação acima das expectativas continua sendo um ponto de atenção para a economia brasileira.

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