Dólar fecha abaixo de R$ 5 e acumula queda de 9,35% em 2026

Redação 06/10/2026
O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira (6) em queda de 0,51%, negociado a R$ 4,9757. A moeda norte-americana foi influenciada pelo movimento dos investidores após o primeiro turno das eleições, além da divulgação de indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos.
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No mercado de turismo, o dólar também recuou, com baixa de 0,48%, terminando o dia cotado a R$ 5,168. Com o resultado, a moeda acumula desvalorização de 4,60% na semana, 3,84% em outubro e 9,35% desde janeiro.
O desempenho do mercado acionário foi negativo. O Ibovespa caiu 0,52% e fechou aos 205.835 pontos. Na segunda-feira (5), o principal índice da Bolsa brasileira havia ultrapassado pela primeira vez a marca dos 200 mil pontos. Apesar da queda nesta terça, o indicador mantém alta acumulada de 7,13% na semana, 10,45% no mês e 27,73% no ano.
No cenário nacional, os investidores seguem avaliando os desdobramentos políticos após o primeiro turno e as articulações para a votação prevista para 25 de outubro. Entre os principais assuntos econômicos do dia também esteve a balança comercial brasileira e a proposta que prevê a redução da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado.
Os dados da balança comercial mostraram superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, crescimento de 146,4% em comparação com o mesmo período de 2025. As exportações chegaram a US$ 34,42 bilhões, alta de 12,9%, enquanto as importações somaram US$ 26,68 bilhões, queda de 2,4%.
No exterior, o mercado acompanhou os números da balança comercial dos Estados Unidos, informações sobre emprego e declarações de dirigentes do Federal Reserve. Os dados ajudam os investidores a projetar os próximos movimentos da política de juros norte-americana, que também afetam o fluxo de capital para países emergentes.
No mercado de petróleo, o barril do Brent subiu 0,3% e terminou o dia cotado a US$ 100,58. Já o WTI ficou praticamente estável, a US$ 89,44. As expectativas relacionadas à oferta da commodity e a possível liberação de estoques estratégicos por países do G7 estiveram entre os fatores acompanhados pelos investidores.


