Cheia do Rio Paraná preocupa produtores, força retirada de gado e deixa famílias ilhadas

Redação 18/10/2026
A elevação do nível do Rio Paraná, conhecido popularmente como Paranazão, tem provocado transtornos nas regiões de Batayporã e Taquarussu, em Mato Grosso do Sul. Com o avanço das águas sobre estradas e áreas rurais, produtores estão transferindo o gado para locais mais seguros, enquanto algumas famílias enfrentam dificuldades para sair e chegar às próprias propriedades.
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A situação também tem gerado dúvidas sobre as possíveis causas da elevação dos rios. Inicialmente, pescadores levantaram a hipótese de que o aumento do volume de água estaria relacionado à Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta. No entanto, a assessoria do empreendimento informou que a vazão permanece em torno de 5.500 metros cúbicos por segundo, sem mudanças nos últimos dias e dentro dos padrões normais de operação.
Outra suspeita surgiu entre moradores das proximidades do Rio Paranapanema. Segundo relatos, aproximadamente nove comportas da Usina Hidrelétrica de Rosana, administrada pela CTG Brasil, teriam sido abertas recentemente. Até o momento da publicação da reportagem, porém, a empresa não havia confirmado a informação nem esclarecido se existe relação entre a operação da usina e as inundações.
Na região de Porto São José, pescadores também relataram uma subida expressiva do nível do Rio Paraná nas últimas 48 horas. O Rio Baía, afluente do Paraná que atravessa a região das Perdizes, também foi atingido, ampliando as dificuldades enfrentadas pelos moradores.
Além dos prejuízos nas propriedades rurais, a água comprometeu trechos de estradas, prejudicando o deslocamento de quem vive nas áreas afetadas.
O prefeito de Bataypora, esteve na região na semana passada e constatou os impactos da cheia, especialmente nas proximidades da divisa com Taquarussu. Diante dos danos registrados, ele avalia a possibilidade de decretar situação de emergência no município.
Procurada para prestar esclarecimentos sobre a operação da Usina Hidrelétrica de Rosana e uma possível ligação com a elevação dos rios, a CTG Brasil não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.



