Preço define escolha de marcas no supermercado para 73% dos leitores, mostra enquete


Redação 21/10/2026

Economizar tem sido prioridade para a maioria dos consumidores na hora de fazer compras no supermercado. Enquete pelo jornal Portal de Notícias MS, realizada nesta terça-feira (20), aponta que 49% dos participantes só compram suas marcas favoritas quando a diferença de preço é pequena. Outros 24% afirmaram escolher sempre a opção mais barata, sem considerar a marca.

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Já 27% dos leitores disseram que continuam comprando os produtos de sua preferência mesmo quando custam mais caro. Com isso, 73% dos participantes demonstram considerar o preço um fator importante na hora de encher o carrinho.

Nos comentários, leitores relataram como o custo dos produtos interfere nas escolhas. Vanessa Silva brincou que passou a comprar apenas a marca “A MAIS”, em referência aos itens mais baratos. Rosi Fernandes Gonçalves Martins também destacou a necessidade de economizar diante dos preços elevados. Marcia Amorim resumiu a situação: “O duro é conseguir comprar”. Já Jadina Dassoler afirmou que nunca fez questão de escolher produtos pela marca.

Troca de produtos ajuda a reduzir despesas

Em moradores fala na entrevista que em Campo Grande mudando hábitos para economizar. Entre as medidas adotadas estão a compra de produtos de limpeza mais baratos, a redução das quantidades e a substituição de alimentos considerados mais caros por alternativas acessíveis.

Na alimentação, a carne bovina tem dado lugar a opções como frango, carne suína, fígado e moela, conforme os relatos reunidos na reportagem.

Cesta básica consome mais da metade do salário mínimo líquido

A busca por economia ocorre em meio ao custo elevado dos alimentos. Segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica em Campo Grande custou R$ 806,56 em setembro, alta de 0,18% em relação ao mês anterior.

A Capital teve a nona cesta básica mais cara do país, comprometendo 53,79% do salário mínimo líquido. Entre os produtos que mais subiram em setembro estão o tomate, com aumento de 19,40%, e a batata, com alta de 13,10%.

Mesmo com a pequena variação mensal, os gastos com alimentação continuam pressionando o orçamento familiar. Nesse cenário, comparar preços e substituir marcas se tornou uma alternativa para consumidores que tentam manter as compras dentro do orçamento.

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