Governo autoriza captura de dourado para pesquisa antes do fim da proibição em MS


Redação 23/10/2026

Após quase oito anos de proibição da pesca do dourado em Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado autorizou a captura de exemplares da espécie para pesquisas científicas. Os estudos devem ajudar a definir se a restrição será mantida após março de 2027, quando termina o prazo atual do veto.

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A autorização foi publicada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (23). A medida permite que pesquisadores capturem, transportem e analisem os peixes exclusivamente para fins científicos.

O objetivo é reunir informações sobre a quantidade de dourados nos rios, suas características biológicas e a atividade pesqueira nas bacias dos rios Paraguai e Paraná. Os estudos também vão avaliar a idade dos exemplares para compreender melhor o desenvolvimento e a composição das populações da espécie.

Captura será restrita aos pesquisadores

De acordo com a Portaria Imasul nº 1.767, os pesquisadores poderão coletar escamas, estruturas do ouvido interno dos peixes e outros materiais biológicos para análises em laboratório. O sacrifício de exemplares também foi autorizado, mas deverá ocorrer apenas quando for indispensável para a pesquisa.

A medida não libera a pesca do dourado para pescadores profissionais ou amadores. A captura continua proibida para essas atividades e será permitida somente às equipes envolvidas no projeto científico, conforme as regras estabelecidas pelo órgão ambiental.

Proibição termina em março de 2027

A proibição da pesca do dourado começou em janeiro de 2019, durante o governo de Reinaldo Azambuja, com o objetivo de proteger a espécie e contribuir para a recuperação de suas populações nos rios do Estado.

A restrição, inicialmente prevista para durar cinco anos, foi prorrogada até 31 de março de 2027. Uma lei estadual aprovada em março de 2025 determinou que estudos científicos e econômicos devem ajudar a embasar a decisão sobre a continuidade ou o fim da proibição.

Sete instituições participam da pesquisa

O projeto reúne sete instituições: Semadesc, Imasul, Embrapa Pantanal, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura (Nupélia).

Os trabalhos serão realizados nas bacias do Alto Paraguai e do Alto Paraná, dentro de Mato Grosso do Sul. As equipes deverão apresentar resultados parciais e um relatório final ao Imasul, conforme o cronograma do projeto.

A autorização continuará válida até o encerramento do acordo de cooperação entre as instituições, incluindo eventuais prorrogações.

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