Brasil estagnado em alfabetismo e jovens apresentam retrocesso, aponta pesquisa

Redação 06/05/2025

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A mais recente edição do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgada nesta segunda-feira (5), revelou dados preocupantes sobre o nível de letramento da população brasileira. O índice de analfabetismo funcional permanece em 29% — o mesmo de 2018 — e mostra que grande parte dos brasileiros ainda enfrenta sérias limitações para interpretar textos e realizar cálculos simples.

Classificação dos níveis de alfabetismo:

  • 29% são analfabetos funcionais (leem palavras e frases simples, mas não interpretam textos ou gráficos);
  • 36% têm nível elementar (entendem textos curtos e realizam operações matemáticas básicas);
  • 35% apresentam níveis consolidados;
  • 10% estão no nível mais alto, o proficiente.

Retrocesso entre os jovens:

Entre os brasileiros de 15 a 29 anos, o percentual de analfabetos funcionais e rudimentares subiu de 14% em 2018 para 16% em 2025. Especialistas apontam a pandemia como um dos fatores para esse retrocesso, devido ao fechamento das escolas e à redução do convívio social, o que comprometeu tanto a educação formal quanto a informal.

Além disso, apenas 61% dos jovens chegam à universidade com um nível aceitável de alfabetismo — em 2018, esse número era de 71%.

Entre adultos de 50 a 64 anos, 51% ainda estão no nível de analfabetismo funcional, revelando que o problema se estende pelas gerações e exige soluções intergeracionais.

Panorama em Mato Grosso do Sul (dados do Censo 2022 – IBGE):

  • Taxa de analfabetismo: 5,39% (uma das mais baixas do país).
  • Estado ocupa a 7ª posição nacional em alfabetização, com 94,71% da população alfabetizada.
  • 115.864 sul-mato-grossenses com mais de 15 anos ainda não sabem ler e escrever.
  • Maiores taxas: Coronel Sapucaia (15,04%), Japorã (15,03%) e Tacuru (15%).
  • Menores taxas: Campo Grande (2,91%), Chapadão do Sul (3,48%), Três Lagoas (3,83%), Dourados (4,03%).

Analfabetismo por faixa etária em MS:

  • Pessoas com 55 anos ou mais: 76 mil não sabem ler e escrever.
  • Idosos com 75 anos ou mais: 24.819 analfabetos.
  • Jovens de 15 a 19 anos: apenas 2.050 se declararam analfabetos.

Esses dados reforçam a necessidade urgente de políticas públicas eficazes para garantir alfabetização de qualidade desde os primeiros anos escolares e a continuidade do aprendizado ao longo da vida.

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