Inflação desacelera em Campo Grande em maio, mas capital lidera alta nos últimos 12 meses

Redação 10/06/2025
Campo Grande registrou alta de 0,13% no índice de inflação em maio, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), divulgado nesta terça-feira (10) pelo IBGE. Apesar da desaceleração frente a abril (0,60%), a capital sul-mato-grossense lidera o ranking nacional entre as 16 cidades pesquisadas no acumulado de 12 meses, com variação de 5,72%, acima da média nacional de 5,32%.
No acumulado de janeiro a maio, a inflação em Campo Grande já soma 2,83%, também acima do índice nacional (2,75%). Em maio de 2024, a variação havia sido de 0,42%.
Destaques do mês
O principal impacto no índice de maio veio do grupo Habitação, com alta de 0,83%. A energia elétrica residencial subiu 1,73% devido à bandeira tarifária amarela e ao reajuste de 0,91% nas contas. Outros itens que puxaram o índice para cima foram o gás de botijão (1,11%) e tinta (1,78%).
Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas teve queda de 0,12%, revertendo a alta de 1,38% registrada em abril. O recuo foi puxado pela redução nos preços de alimentos como tomate (-20,07%), arroz (-4,28%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,59%). Já batata-inglesa (14,20%) e cebola (23,35%) registraram forte alta.
No grupo Transportes, houve alta de 0,12%, com destaque para os aumentos no transporte por aplicativo (4,35%) e conserto de automóveis (2,06%). A gasolina teve queda de 0,57%, e passagens aéreas caíram 4,89%.
Comparativo nacional
No Brasil, o IPCA variou 0,26% em maio, desacelerando frente aos 0,43% de abril. A alta nacional também foi influenciada pelo grupo Habitação (1,19%), em especial pela energia elétrica (3,62%). A inflação de alimentos no país foi de 0,17%, a menor desde agosto de 2024.
Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, a desaceleração foi puxada pela queda nos preços de alimentos e transportes, que compensaram a alta da habitação:
“Os grupos Alimentação e Bebidas, Habitação e Transportes têm peso de 57% no índice. A desaceleração dos alimentos e o recuo dos transportes equilibraram o impacto da energia elétrica”, afirmou.
INPC também sobe
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), usado para reajustes salariais, subiu 0,35% em maio. O acumulado de 2025 já chega a 2,85% e, nos últimos 12 meses, marca alta de 5,20%.


