Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz após ataque dos EUA a instalações nuclear


Redação 22/06/2025

Em uma das mais severas respostas à escalada militar no Oriente Médio, o Parlamento do Irã aprovou neste domingo (22) o fechamento do Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

A medida ainda precisa ser aprovada pelo Conselho de Segurança Nacional do Irã e pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, mas já é considerada uma das retaliações mais graves contra os Estados Unidos, que no sábado (21) atacaram instalações nucleares iranianas.

O Estreito de Ormuz é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo Pérsico, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã, Iraque, Kuwait e o próprio Irã. Qualquer interrupção, total ou parcial, tende a provocar impactos imediatos no mercado global.

Mercado em alerta

Na última sexta-feira (20), o preço do barril tipo Brent — referência internacional — registrou leve queda. No entanto, analistas já projetam um forte aumento na abertura dos mercados nesta segunda-feira (23), diante da iminência de restrições ao fornecimento de petróleo pela região.

Escalada militar

A decisão do Parlamento iraniano ocorre um dia após os Estados Unidos lançarem uma ofensiva contra o Irã, na chamada Operação Midnight Hammer. A ação envolveu ao menos seis bombardeiros B-2, que atingiram alvos nucleares nas localidades de Fordow, Natanz e Esfahan.

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente Donald Trump — que reassumiu o cargo em 2025 — comemorou o ataque e escreveu: “Fordow já era”, em referência à instalação nuclear subterrânea construída em uma montanha iraniana.

A tensão cresce na região desde o início de confrontos entre Irã e Israel, no contexto da guerra entre Israel e o grupo Hamas.

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