Farmácias agora devem reter receita para vender canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro

Redação 01/07/2025
A venda de medicamentos injetáveis para emagrecimento, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, passou a exigir retenção da receita médica em farmácias e drogarias de todo o Brasil. A nova exigência foi determinada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e já está em vigor.
Medida busca frear uso indiscriminado
A resolução tem como objetivo aumentar o controle sobre o uso das chamadas “canetas emagrecedoras”, amplamente utilizadas para perda de peso, muitas vezes sem recomendação médica adequada. Os medicamentos, originalmente indicados para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, estavam sendo adquiridos com facilidade, inclusive por quem não se enquadra nas indicações clínicas.
Com a nova regra:
- A receita deve ser emitida em duas vias (como no caso dos antibióticos);
- Uma via fica retida na farmácia, que também deve registrar a venda no sistema nacional de controle;
- A validade da receita é de até 90 dias a partir da emissão.
Uso off label segue permitido
Apesar do controle mais rigoroso, médicos ainda podem prescrever os medicamentos para usos fora da bula — prática conhecida como uso off label. A Anvisa ressalta, no entanto, que essa decisão deve ser baseada em avaliação médica criteriosa e com a devida orientação ao paciente sobre os riscos.
Alerta sobre versões manipuladas
Entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade alertam para os perigos do uso de versões manipuladas dos medicamentos ou compras feitas pela internet, sem qualquer controle de qualidade.
“Esses medicamentos exigem padrões rigorosos de fabricação para garantir eficácia e segurança. Versões manipuladas podem representar riscos graves à saúde”, diz o comunicado das entidades.
Reforço nas orientações
As principais recomendações são:
- Médicos não devem prescrever medicamentos manipulados com semaglutida ou tirzepatida;
- Pacientes devem evitar produtos vendidos fora das farmácias ou sem prescrição;
- Anvisa e conselhos de medicina devem ampliar a fiscalização do uso e comercialização desses fármacos.


