STF condena homem por atos golpistas e furto de bola autografada por Neymar a 17 anos de prisão

Redação 01/07/2025
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Nelson Ribeiro Fonseca Júnior a 17 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, e pelo furto de uma bola autografada pelo jogador Neymar, que estava no museu da Câmara dos Deputados.
Além da pena de reclusão, o réu deverá pagar R$ 30 milhões pelos danos causados à sede dos Três Poderes, valor que será dividido com os demais condenados pelos ataques.
Julgamento e condenação
O julgamento foi concluído nesta segunda-feira (30), no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Nelson invadiu o Congresso Nacional e levou a bola que fazia parte do acervo oficial da Câmara.
A pena de 17 anos foi proposta pelo relator Alexandre de Moraes e acompanhada pelos ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia. O ministro Cristiano Zanin votou por 15 anos de prisão, enquanto Luiz Fux defendeu pena de 5 anos e 6 meses.
Nelson foi condenado pelos crimes de:
•Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
•Tentativa de golpe de Estado
•Dano qualificado
•Deterioração de patrimônio tombado
•Associação criminosa
•Furto qualificado
Defesa e devolução da bola
No dia 28 de janeiro de 2023, o acusado se apresentou voluntariamente à Polícia Federal em Sorocaba (SP) e devolveu a bola autografada. Ele alegou que encontrou o item no chão e que o pegou para “protegê-lo e devolvê-lo posteriormente”.
Durante o processo no STF, a defesa de Nelson Ribeiro pediu a absolvição do acusado. Os advogados alegaram ausência de ampla defesa e contraditório, além de questionarem a competência da Corte para julgar o caso. Os argumentos, no entanto, foram rejeitados pela maioria dos ministros.


