Procura por legumes cresce até 30% durante o inverno no Ceasa/MS

Redação 14/07/2025
Queda no consumo de frutas e aumento nas vendas de hortaliças refletem mudanças nos hábitos alimentares da população com a chegada do frio
Com a chegada do inverno, o consumo de frutas costuma cair, enquanto a procura por legumes e hortaliças aumenta nas Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS). Segundo o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa/MS, Fernando Begena, alimentos como abóbora, cenoura, batata, além de temperos como salsinha, cebolinha e coentro, têm maior saída nesse período.
“Essas hortaliças incrementam uma infinidade de sopas e caldos, muito consumidos pela população no inverno. Quem busca qualidade, sem dúvida, encontra esses produtos aqui na Ceasa/MS”, afirma Begena.
A mudança no padrão de consumo é sentida pelos comerciantes. Na JS Saraíva, por exemplo, a batata-doce lidera as vendas, mas há também boa procura por moranga, cabotiá e alho. De acordo com o vendedor Edson Carlos, as vendas aumentam cerca de 30% na estação mais fria.
“No frio, os clientes tendem a adotar uma alimentação mais ‘pesada’, com mais condimentos e legumes cozidos ou em caldos, feitos com os legumes que nós comercializamos”, explica.
Frutas exigem atenção especial
Por outro lado, o frio impõe desafios aos comerciantes de frutas. Proprietário da WB Bananas, Wandré Barbosa destaca que as baixas temperaturas afetam a produção em algumas regiões fornecedoras, o que exige mais cuidado na manutenção da qualidade.
“Mesmo diante da queda no consumo, ainda conseguimos manter a qualidade e atender o público, que não deixa de comprar a banana”, relata.
Apesar da redução na demanda por frutas, o inverno também pode ser uma boa oportunidade para o consumidor. A melancia, por exemplo, está com preço mais baixo na Ceasa/MS — em torno de R$ 1,50 o quilo, segundo a Dimer (Divisão de Mercado e Abastecimento).

Ruan Carlos Souza, gerente da WR Hortifruti no pavilhão da Coop-Grande, explica que a queda nas vendas da fruta chega a 70% no frio. “Por ser uma fruta muito refrescante, o cliente prefere consumi-la no calor. Com a procura menor, baixamos os preços para atrair mais vendas”, afirma.


