Crise humanitária se agrava em Gaza: fome atinge níveis extremos e Israel é acusado de impedir ajuda

Redação 23/07/2025
A situação na Faixa de Gaza atingiu um novo patamar de gravidade nesta quarta-feira (23), com a confirmação de uma crise de fome generalizada no território palestino. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a escassez de alimentos é consequência direta do bloqueio imposto por Israel, que impede a entrada de ajuda humanitária.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirmou que os centros de distribuição de comida no enclave palestino se transformaram em alvos de violência. “A fome em Gaza é provocada pelo cerco, não por falta de recursos ou intenções”, declarou.
Ainda nesta quarta, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, 15 pessoas morreram de fome. A crise atinge até mesmo funcionários da ONU e jornalistas que permanecem no território cobrindo o conflito entre Israel e Hamas.
Violência em postos de ajuda
As tensões escalaram ainda mais com a denúncia de que o exército israelense matou 34 civis palestinos que tentavam se aproximar de um ponto de distribuição de alimentos. A acusação foi feita por autoridades locais, que reforçam o apelo por uma resposta internacional imediata.
Mais de 100 entidades humanitárias se uniram em um pedido formal para que Israel suspenda imediatamente o bloqueio à Faixa de Gaza, a fim de permitir a entrada de suprimentos essenciais.
Vídeo com IA e proposta de “migração voluntária”
A crise humanitária ocorre em meio a um discurso polêmico por parte de autoridades israelenses. A ministra de Ciência e Tecnologia de Israel, Gila Gamliel, publicou um vídeo gerado por inteligência artificial defendendo a migração voluntária dos palestinos de Gaza. O vídeo recria a chamada “riviera do Oriente Médio” idealizada por Donald Trump e termina com a mensagem: “Somos nós ou eles.”
Nova ofensiva na Cisjordânia
Paralelamente, o parlamento de Israel aprovou uma moção simbólica em favor da anexação completa da Cisjordânia, território palestino ocupado. Embora não tenha força de lei, a medida intensifica o discurso dos colonos israelenses que defendem a expulsão dos palestinos da região.
A Autoridade Palestina, que governa parte da Cisjordânia, condenou a decisão, classificando-a como uma violação do direito internacional e um obstáculo direto ao processo de paz e à solução de dois Estados.
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