Estiagem acelera colheita do milho em MS, mas safra segue atrasada

Redação 02/08/2025
A colheita do milho da segunda safra em Mato Grosso do Sul continua atrasada em comparação ao ano passado, apesar da estiagem que favorece o avanço dos trabalhos no campo. Até a quarta semana de julho, apenas 31,6% da área cultivada havia sido colhida, segundo a Aprosoja/MS, o que corresponde a 644 mil hectares.
O percentual é bem inferior ao histórico para o período, quando mais de 90% da colheita já estaria concluída. Em 2024, por exemplo, o índice era de 65,9%, revelando um atraso de 34,3 pontos percentuais.
De acordo com o Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio (Siga-MS), o pico da colheita deve ocorrer ao longo de agosto. O sul do Estado é a região mais avançada, com 35,7% da área colhida, seguida pela região Central (24%) e Norte (19,7%).
Segundo o assessor técnico da Aprosoja, Flávio Aguena, o atraso é resultado do plantio escalonado, reflexo da falta de chuvas no início do ciclo. Em algumas regiões, chuvas no fim do desenvolvimento também dificultaram o início da colheita.
Outro entrave relatado são os gargalos logísticos em armazéns na região central do Estado. Filas de caminhões para descarregar chegam a durar até quatro dias, impactando o ritmo da colheita.
Apesar dos obstáculos, a produção estimada para este ano é positiva: 10,2 milhões de toneladas, com produtividade média de 80,8 sacas por hectare, um aumento de 20,6% em relação à safra anterior.


