Real se valoriza com dólar fraco e perspectiva de corte de juros nos EUA

O real teve o melhor desempenho entre as principais moedas globais nesta segunda-feira (4), com o dólar à vista caindo 0,71%, cotado a R$ 5,5063, o menor patamar desde 9 de julho.
A desvalorização global do dólar é impulsionada pela expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve (Fed) já em setembro, após dados fracos de emprego nos EUA (payroll) e a renúncia da diretora Adriana Kugler, o que abre espaço para que Donald Trump, caso eleito, indique nomes alinhados a juros mais baixos.
O índice DXY, que mede o dólar frente a moedas fortes, caiu 0,36%, reforçando a tendência de enfraquecimento da divisa norte-americana.
Fatores que sustentam a valorização do real:
- Operações de carry trade (investidores aproveitam juros altos no Brasil)
- Alta no minério de ferro: +0,76% na China e +1,20% em Cingapura
- Fluxo estrangeiro e comercial positivo para o país
- Expectativas de diálogo entre Trump e Lula sobre tarifas, após o republicano dizer que “Lula pode falar comigo a qualquer momento”
A queda de mais de 1% nos contratos futuros de petróleo teve impacto limitado sobre o câmbio nesta sessão.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também afirmou que pretende conversar esta semana com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.
Segundo Adauto Lima, economista-chefe da Western Asset:
“O real tem tido desempenho melhor que outras moedas emergentes, com apoio da perspectiva de corte de juros nos EUA e possíveis avanços diplomáticos.”


