Dólar fecha em leve alta após dados fortes de inflação nos EUA; real segue resiliente


Redação 14/08/2025

O dólar à vista encerrou a sessão desta quinta-feira (14) em alta de 0,28%, cotado a R$ 5,4171, após atingir a máxima de R$ 5,4310. A valorização ocorreu em linha com o movimento global da moeda americana, impulsionado por dados fortes da inflação ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, que reduziram as apostas em cortes mais agressivos de juros pelo Federal Reserve até o fim do ano.

Apesar das críticas do presidente Donald Trump ao Brasil — incluindo menção positiva ao ex-presidente Jair Bolsonaro — o real teve perdas menores que as de outras moedas latino-americanas, como o peso mexicano e o peso colombiano. A alta de mais de 2% no preço do petróleo ajudou a limitar a depreciação da moeda brasileira.

Segundo Marcos Weigt, head da Tesouraria do Travelex Bank, o real segue com o melhor desempenho entre as moedas emergentes em 2025 devido à atratividade do carry trade, mas o dólar pode encontrar resistência para cair abaixo de R$ 5,40 de forma sustentável, diante das incertezas externas e possíveis sanções adicionais dos EUA.

O Dollar Index (DXY) voltou a superar a marca de 98,000 pontos, chegando a 98,322. O PPI nos EUA subiu 0,9% em julho (3,3% na comparação anual), acima das expectativas de 0,2% e 2,4%, respectivamente. O resultado levou investidores a reverem apostas: agora, a probabilidade de o Fed cortar juros em setembro caiu para cerca de 92%, e a expectativa de redução de 75 pontos-base até dezembro ficou abaixo de 50%.

Dirigentes do Fed, Alberto Musalem (St. Louis) e Mary Daly (São Francisco), reforçaram o tom cauteloso, afastando a possibilidade de um corte inicial mais agressivo de 50 pontos-base.

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