Mãe denuncia professora por maus-tratos contra filha de 8 anos em escola de Anastácio

Redação 30/08/2025
Uma mãe registrou boletim de ocorrência contra uma professora da Escola Municipal Josefa Maria da Conceição – Dona Zefa, em Anastácio, a 137 km de Campo Grande, após a filha, de 8 anos, relatar ameaças e agressões dentro da sala de aula. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Conselho Tutelar.
Segundo o registro policial, a mãe estranhou quando a menina chorou ao ser levada para a escola e disse não querer assistir às aulas. Questionada, a criança contou que a professora ameaçava os alunos dizendo que quem demorasse a escrever levaria golpes de régua na mão.
No dia 19 de agosto, ainda conforme relato da menina, a professora teria ficado sozinha com ela na sala de aula, usado um cortador de unhas para fazer cortes na sola do pé da criança e ameaçado usar spray de pimenta e uma faca caso ela contasse algo a alguém. A mãe afirma que tirou fotos das lesões e procurou a direção da escola para relatar o fato.
Durante reunião com a equipe escolar, a professora negou as acusações. A direção da escola, de acordo com o boletim de ocorrência, disse ser difícil que o fato tivesse ocorrido e sugeriu que a aluna fosse transferida para o período vespertino. A mãe, no entanto, ressaltou que a filha continuava com medo e resistia a ir às aulas.
A menina foi levada para atendimento psicológico e deverá passar por novas sessões para avaliação.
O que diz a direção da escola
A diretora da Escola Dona Zefa, Sirlene Moura dos Santos, afirmou em nota que a instituição está colaborando com as investigações:
“Me chamo Sirlene Moura dos Santos e estou diretora da Dona Zefa, onde atuo desde 2017. A aluna foi matriculada no dia 12/08, e no dia 22/08 a mãe relatou o fato à escola. Reunimos todos os envolvidos, ouvimos os relatos e registrei tudo para análise. A mãe registrou boletim de ocorrência e denunciou ao Conselho Tutelar, e os órgãos competentes já estão apurando. A escola é tradicional, preza pelo bem-estar dos estudantes e não compactua com nenhum tipo de violência.”
O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia de Anastácio.


