Número de mortos em terremoto no Afeganistão sobe para mais de 2,2 mil


Redação 04/09/2025

O Afeganistão enfrenta uma das maiores tragédias recentes após o terremoto de magnitude 6 que atingiu a região montanhosa do leste do país no último domingo (31). Segundo o governo do Talibã, o total de vítimas fatais chegou a 2.205 pessoas até esta quinta-feira (4).

Grande parte dos óbitos ocorreu na província de Kunar, onde as moradias de madeira e barro não resistiram aos tremores. Estima-se que 98% das construções tenham sido destruídas ou gravemente danificadas, de acordo com levantamento da organização Islamic Relief.

Os sobreviventes enfrentam condições críticas. “As pedras caíram da montanha e soterraram minha casa, meu gado e meus pertences. Mal consegui salvar meus filhos. É impossível viver lá”, relatou Muhammad Israel, morador da região, agora abrigado em um campo médico da ONU em Nurgal.

Apesar dos esforços de resgate com uso de helicópteros e equipes militares, o terreno acidentado dificulta o acesso a vilarejos isolados. Trabalhadores humanitários precisam caminhar por horas para alcançar comunidades soterradas por deslizamentos.

A ajuda humanitária também sofre com a falta de recursos. O Conselho Norueguês para Refugiados afirma ter apenas US$ 100 mil disponíveis, frente a um déficit imediato de US$ 1,9 milhão para atender os desabrigados. “As pessoas precisam urgentemente de tendas, alimentos, água potável e remédios. Elas estão sofrendo muito”, destacou o médico Shamshair Khan, que atua no campo da ONU.

A tragédia se soma às dificuldades já enfrentadas pelo Afeganistão, marcado pela seca, crise econômica e o retorno recente de milhões de refugiados expulsos de países vizinhos.

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