Campo Grande tem a maior alta do país no preço da cesta básica


Redação 08/10/2025

Campo Grande registrou a maior alta no preço da cesta básica entre as capitais brasileiras em setembro de 2025, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento). O aumento foi de 1,55%, elevando o custo médio para R$ 780,67.

De acordo com a pesquisa, cinco capitais apresentaram alta no conjunto de alimentos básicos, enquanto em outras 22 o valor caiu. No comparativo anual, a cesta em Campo Grande ficou 9,24% mais cara do que em setembro de 2024, e o acumulado de 2025 aponta elevação de 1,34%.

Entre os produtos analisados, a batata foi o item que mais contribuiu para reduzir o preço (-6,96%), seguida por arroz agulhinha (-4,75%), açúcar cristal (-4,00%), tomate (-3,32%) e feijão carioca (-1,04%). Já as maiores altas ficaram por conta da banana (8,84%), óleo de soja (4,46%), café em pó (4,32%) e leite integral (2,48%).

O levantamento aponta ainda que o trabalhador campo-grandense remunerado com um salário mínimo de R$ 1.518 precisou dedicar 113 horas e 8 minutos de trabalho para comprar a cesta básica — mais do que as 111 horas e 25 minutos registradas em agosto.

Com o desconto da Previdência, o gasto com alimentação comprometeu 55,6% da renda líquida do trabalhador.

Em âmbito nacional, o estudo mostra que o valor da cesta caiu em 22 capitais, com as maiores reduções em Fortaleza (-6,31%) e Palmas (-5,91%). Já o salário mínimo ideal para sustentar uma família de quatro pessoas, segundo o Dieese, deveria ser de R$ 7.075,83, o equivalente a 4,66 vezes o salário mínimo atual.

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