Dólar avança e Ibovespa recua em dia de cautela com juros nos EUA e queda da atividade no Brasil


Redação 17/11/2025

O mercado financeiro teve um início de semana marcado por ajustes e maior aversão ao risco. Nesta segunda-feira (17), o dólar subiu 0,66%, encerrando o dia cotado a R$ 5,3314, enquanto o Ibovespa recuou 0,47%, fechando aos 156.993 pontos. O movimento refletiu a reavaliação das projeções econômicas globais e locais, influenciadas por novos dados dos Estados Unidos e pela queda do IBC-Br, prévia do PIB brasileiro.

Com o fim da paralisação do governo americano, começaram a ser divulgados os primeiros relatórios oficiais em 43 dias. Entre eles, os números de agosto mostraram alta de 0,2% nos gastos com construção, com o setor privado somando US$ 1,65 trilhão no mês e avanço de 0,8% nas obras residenciais. Os dados reforçaram a percepção de que o Federal Reserve deve manter prudência na condução da política monetária. O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, disse que os cortes de juros precisam ser avaliados com cautela, já que a inflação segue como ponto central nas decisões.

As declarações pressionaram as bolsas internacionais. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,18%, o S&P 500 recuou 0,91% e o Nasdaq perdeu 0,84%. Na Europa e na Ásia, os principais índices também fecharam no negativo, em meio a tensões diplomáticas e preocupações com o desempenho de economias locais.

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No Brasil, o foco esteve na atividade econômica. O IBC-Br registrou queda de 0,9% no terceiro trimestre — o primeiro recuo em dois anos — indicando perda de ritmo da economia. O Banco Central avaliou que o hiato do produto segue positivo e reforçou que a Selic de 15% tem como objetivo reduzir pressões inflacionárias.

O Boletim Focus trouxe ainda projeção de 4,46% para a inflação de 2025, dentro do intervalo da meta, e manteve a expectativa de 2,16% para o crescimento do PIB no próximo ano.

 

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