Incêndio em complexo residencial de Hong Kong já deixa 55 mortos e centenas de desaparecidos


Redação 27/11/2025

Equipes do Corpo de Bombeiros seguem mobilizadas nesta quinta-feira (27) para controlar o incêndio de grandes proporções que atingiu um complexo de prédios residenciais em Hong Kong. A tragédia já contabiliza 55 mortos, 71 feridos e 279 desaparecidos. Cerca de 900 moradores precisaram ser levados a abrigos temporários durante a madrugada. As autoridades estimam que o combate ao fogo deve continuar até o fim do dia.

O incêndio destruiu sete dos oito edifícios do conjunto habitacional, cada um com 31 andares. Em quatro deles, as chamas já foram contidas. O fogo teve início em andaimes de bambu instalados para uma reforma — material que facilita a propagação rápida das chamas ao redor das estruturas.

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Investigadores suspeitam que materiais inadequados nas paredes externas dos prédios contribuíram para a velocidade da propagação. A polícia também encontrou isopor altamente inflamável próximo às janelas e aos halls dos elevadores da única torre que não foi atingida.

Na quarta-feira (26), três homens foram presos por homicídio culposo. Já na quinta, agentes realizaram buscas na sede da Prestige Construction & Engineering Company, responsável pela reforma, e apreenderam documentos que devem auxiliar nas investigações. O governo anunciou que todos os conjuntos habitacionais em obras serão vistoriados para verificar o cumprimento das normas de segurança.

O complexo, construído na década de 1980, abrigava cerca de 4,8 mil moradores, muitos deles idosos. O incêndio é considerado o mais mortal registrado em Hong Kong em décadas — o último de grande impacto ocorreu em 1996, quando 41 pessoas morreram em um prédio comercial em Kowloon.

O presidente chinês Xi Jinping enviou condolências às famílias das vítimas e ao bombeiro que morreu durante a operação, pedindo esforços para reduzir novos danos e evitar mais fatalidades.

 

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