Procon-MS aponta variação de mais de 270% nas mensalidades escolares em Campo Grande


Redação 04/12/2025

Uma pesquisa recente do Procon de Mato Grosso do Sul revelou disparidades superiores a 270% nas mensalidades cobradas por escolas particulares de Campo Grande. O levantamento avaliou 20 instituições entre 24 de novembro e 1º de dezembro, considerando turmas do Ensino Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio, todas no período matutino.

A maior diferença foi identificada no Fundamental I (1º ao 4º ano), com variação de 271,86% entre os valores mais altos e mais baixos. Em seguida aparecem o Fundamental II, com 269,60%, e o Ensino Médio, que registrou 269,04% de diferença entre as mensalidades.

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No Fundamental I, os preços vão de R$ 478,28 a R$ 3.976,60, com média entre R$ 1.500 e R$ 2.300. No Ensino Médio, a maior variação ocorre entre escolas que oferecem meio período matutino, onde os valores podem oscilar de R$ 920,00 a R$ 3.544,89 — diferença de 285,31%.

Segundo o secretário-executivo do Procon-MS, Angelo Motti, diversos fatores influenciam o custo final, como estrutura da escola, proposta pedagógica, perfil do público e serviços adicionais. Ele reforça que o preço é apenas um dos critérios que pais e responsáveis devem considerar antes da contratação.

O Procon alerta que modalidades como ensino bilíngue, contraturno, período integral ou semi-integral podem elevar o valor da mensalidade. As escolas também podem oferecer bolsas, descontos por pontualidade, benefícios para conveniados ou famílias com mais de um aluno.

A entidade orienta pais e responsáveis a revisarem todas as cláusulas contratuais, guardarem cópias de documentos e se atentarem a valores, índices de reajuste e multas. Lembra ainda que escolas não podem reter documentos em caso de inadimplência, embora possam recusar a renovação da matrícula.

De acordo com a Lei Federal nº 12.886/2013, instituições não podem exigir materiais de uso coletivo. A compra de uniformes só pode ser obrigatória no próprio colégio se a estampa for registrada e não houver fornecedores autorizados. Mudanças de modelo devem ser avisadas com um ano de antecedência.

Em relação a 2026, o presidente do Sinepe-MS, Audie Andrade Salgueiro, informou que o reajuste das mensalidades ficará entre 5% e 10%, seguindo a tendência nacional. O percentual pode superar a inflação atual, medida pelo IPCA, que está em 4,83%. O cálculo leva em conta salários, insumos, formação de professores e custos operacionais.

 

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