Mercado melhora projeção para economia e vê PIB brasileiro crescer 2,25% em 2025


Redação 09/12/2025

O mercado financeiro revisou para cima a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2025. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (8) pelo Banco Central, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,16% para 2,25%, refletindo maior otimismo com o desempenho dos setores de serviços e indústria.

As projeções para os anos seguintes também apresentaram ajustes. Para 2026, a estimativa subiu levemente para 1,8%, enquanto o crescimento esperado é de 1,84% em 2027 e 2% em 2028, segundo as instituições financeiras consultadas pelo BC.

Siga no Instagram @portaldenotíciasms

Dados recentes do IBGE reforçam esse cenário mais favorável. No segundo trimestre deste ano, o PIB avançou 0,4%, impulsionado principalmente pela atividade de serviços e pela indústria. Já em 2024, a economia brasileira registrou crescimento de 3,4%, o melhor resultado desde 2021.

No câmbio, o Focus manteve a projeção do dólar em R$ 5,40 ao fim de 2025, com alta para R$ 5,50 em 2026. Em relação à inflação, a estimativa para o IPCA em 2025 foi levemente reduzida, passando de 4,43% para 4,40%. Para os anos seguintes, o mercado projeta inflação de 4,16% em 2026, 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028.

O IPCA de outubro teve variação de apenas 0,09%, a menor para o mês desde 1998, influenciado principalmente pela queda no custo da energia elétrica. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses recuou para 4,68%, ficando abaixo de 5% pela primeira vez em oito meses, embora ainda acima do teto da meta oficial de 4,5%. O índice de novembro será divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10).

A taxa Selic segue em 15% ao ano, mantida pelo Copom pela terceira reunião consecutiva. Apesar da estabilidade, o comitê não descarta novos aumentos, caso julgue necessário para conter a inflação. Para o médio prazo, o mercado aposta em um ciclo de queda dos juros, com a Selic recuando para 12,25% em 2026, 10,5% em 2027 e 9,5% em 2028.

O Banco Central avalia que juros elevados ajudam a controlar a inflação ao reduzir o consumo e encarecer o crédito, mas reconhece que esse cenário também pode limitar o ritmo de crescimento da economia. Em contrapartida, cortes na taxa básica tendem a estimular investimentos, produção e consumo.

Compartilhe